Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006
Eu concordo com o novo estatuto da carreira docente.


publicado por Ricardo Nobre às 09:20 | referência | comentar

12 comentários:
De S.V. a 2 de Novembro de 2006 às 11:32
Ah e tal, agora és humorista, que giro! Se estivesses sujeito a esse estatuto queria ver se o achavas tão bom. E que é mesmo giro não poder progredir na carreira porque tens vários profs mais velhos que nunca mais te deixam um lugar, independentemente do valor que tens. E o exame de acesso? ah, quase morro a rir quando me lembro disso...


De Amélia a 2 de Novembro de 2006 às 12:02
Poderá explicar porquê?


De Anónimo a 3 de Novembro de 2006 às 02:16
Mas não é também isso que acontece supostamente nas Universidades? São os melhores, e normalmente os mais velhos, que chegam ao lugar de catedráticos, normalmente depois dos 50. Não vejo por que razão esse me´tdo não pode ser aplicado no Secundário, exigindo isso, claro, a clarificação de critérios bem conhecidos por todos.


De S.V. a 3 de Novembro de 2006 às 10:12
Não me parece justo que os professores que agora estão nos escaloes superiores, alguns que nem 50 anos têm, fiquem com o estatuto de professor titular, enquanto no futuro outros nem aos 60 o conseguirão. Mais uma vez, independentemente do valor, já que estes, que agora vão ocupar esses lugares por espaços de tempo que podem chegar talvez aos 20 anos, não tiveram de prestar provas substanciais das suas capacidades.
Não acho grande graça a sistemas que supostamente declaram que há um número limite de profissionais com qualidade, sobretudo quando nem sequer é isso que acaba por se realizar na prática.
Não me importo de ser avaliada segundo a minha competência, fico é revoltada quando percebo que essa avaliação não vem para castigar a falta de qualidade e vem sim "castigar" ao máximo quem teve a infelicidade de nascer há poucas décadas. Nasci em 1983 e é por isso que vou pagar pela enchente de professores que os governos permitiram ao longo de vários anos. Agora querem impedir o acesso à profissão e nem as minhas notas me vão valer porque tive a pouca sorte de entrar para a carreira na pior altura possível, sem estágio remunerado, sem quaisquer garantias de emprego, sem consideração por parte do público em geral e, mesmo assim, sendo obrigada a prestar mil e provas, que parece nunca serem suficientes.


De André a 3 de Novembro de 2006 às 10:55
Eu também concordo com o novo estatuto, e acho o exame uma das coisas mais bem feitas dos últimos anos. Ah, e oh senhor anónimo, sou professor. Já dei básico, secundário e universitário.


De André a 3 de Novembro de 2006 às 11:11
Eu queria dize "senhora S. V.", não "senhor anónimo"


De S.V. a 3 de Novembro de 2006 às 11:49
E então? a minha opinião não muda por causa da sua actividade. E o belo do exame não me parece uma grande coisa. O que era inteligente era não deixar pessoas com média de 10 entrar para a universidade, porque são essas pessoas que, geralmente, não têm capacidades para dar aulas e são essas pessoas que deram um grande contributo para a fama de incompetência que os professores têm. Não quero com isto dizer que não haja excepções ou que quem tem boas notas não possa ser incompetente também, mas em geralmente é isto que acontece. Claro que o dinheirinho das propinas que essas pessoas andam a gastar dá muito jeito e por isso espera-se que gastem seis anos das suas vidas e muitos, muitos euros para dizer: "ah e tal, vai fazer outra coisa qualquer". E, aliás, um exame que se faz em duas ou três horas não é representativo do que se faz ao longo de anos. Um futuro bom professor pode "espalhar-se" e um futuro mau professor pode ter sorte. É por isso que também não sou fã dos exames nacionais.


De André a 3 de Novembro de 2006 às 23:34
Um bom professor pode espalhar-se? Tenho de discordar. Alguém que está perfeitamente seguro dos seus conhecimentos não se espalha (pode ter um ou outro lapso menor de distracção, no máximo). Espalha-se quem tem os seus conhecimentos "colados com cuspo". E quem está nessas condições não pode ser professor. De resto não tenho quaisquer dúvidas de que uma das razões da decadência (inegável) do nosso ensino reside exactamente na fraquíssima preparação científica de uma parte significativa dos professores.

Noto uma contradição nesse raciocínio: então afirma-se que um bom professor pode, alegadamente, espalhar-se, e ao mesmo tempo decreta-se que quem tem 10 não pode entrar na faculdade? Não se poderá ter espalhado ao longo da sua vida escolar? Eu até concordo que quem tem 10 não devia poder entrar numa universidade, atenção. Mas infelizmente entra, e não é essa a razão do mau ensino que temos. A principal razão é a falta de preparação científica e pedagógica, que se pode atribuir ao ensino universitário, certamente. Mas não podemos cruzar os braços e dizer "pronto, coitados, não foram bem ensinados". É que ao lado desses coitados há outros que são muitíssimo bons, o que quer dizer alguma coisa. Em que ficamos então? Deixamos tudo como está? Ou começamos a fazer como no mundo civilizado, e fazemos exames de entrada na carreira docente (veja-se o bom exemplo espanhol, entre outros), que afiram os conhecimentos que os professores têm sobre as matérias que vão ensinar? E não, não é admissível que um professor tenha um azar num exame desse tipo. Quem está seguro dos seus conhecimentos não tem espalhanços.


De Susana Alves a 4 de Novembro de 2006 às 01:00
Isto é que é gerar polémica! Sim, senhor, senhor Ricardo!


De S.V. a 4 de Novembro de 2006 às 11:28
Não julgo que seja contradição: um dez à entrada para a faculdade é uma conjugação de várias notas ao longo de três anos, é algo que tem uma continuidade. Um exame é uma avaliação pontual cujo resultado pode distanciar-se, e muito, da prestação revelada ao longo de seis anos de aprendizagem universitária. E claro que os conteúdos científicos são importantissímos e conheço muita gente que têm deficiências incriveis a esse nível, mas não acho o exame o método adequado. Já disse que não se devia entrar para a faculdade com médias de 10, mas também digo que não se devia sair com esa média. Há pessoas que eu não sei como acabam uma licenciatura e aí é que está a questão. É toda uma cultura de facilitismo que o exame não resolve. A maioria das pessoas que vai chumbar no exame não devia sequer lá chegar: é um desperdício de tempo e dinheiro para elas. O ano passado descobri que uma colega minha não sabia fazer translineação; ora, tendo em conta que ela é agora professora estagiária de português, parece-me grave. Acho é que ela nunca devia ter chegado até aqui, e isso é que deve ser mudado.


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