Terça-feira, 27 de Março de 2007
Por estes dias, tem sido tema recorrente no Livro de Estilo a actuação do PNR e seu confronto com outras forças políticas nas instalações ou imediações da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). A pintura de um mural alusivo ao 25 de Abril, comemorativo da liberdade, que deveria ter tido lugar no último dia 15 trouxe à escola um grupo de 50 skinheads, que pretendiam intimidar os alunos desta casa. Fotografaram-nos, até, quem sabe para lhes dar uma valente carga de porrada ou matarem-nos e atirarem-nos para uma valeta... O Conselho Directivo achou por bem, nesse dia, chamar a PSP, que manteve as instalações da FLUL sob vigilância. No dia seguinte, vinha a notícia no PÚBLICO.

Entretanto, acontecem as eleições para a Associação dos Estudantes (deixem-me dizer “dos” e não “de”). Apresentam-se à votação a lista U e a lista X. A lista X é precisamente constituída por membros da extrema-direita. Surge o manifesto (aqui reproduzido na íntegra) sobre uma escola livre de racismo e xenofobia. A campanha prolonga-se e as paredes da faculdade enchem-se de U e de X. Os U estão identificados, mostram a cara. Os X ninguém sabe quem são... ou sabe?

As votações para a Associação dos Estudantes começaram ontem e acabam hoje. Mais de cinco anos e meio enquanto aluno da FLUL e nunca participei em nenhum desses actos. Ontem foi a primeira vez, a fim de travar a entrada de extremistas de direita para a direcção da Associação. Prefiro os “mocadinhos” de esquerda.

Foi manchete do PÚBLICO de ontem essa tentativa de “assalto” ao poder. No desenvolvimento da notícia, ficamos a saber que da lista X faz parte uma pessoa com cadastro por ter estado implicado na morte de uma pessoa preta. Mais e o principal motivo para travar este movimento de “assalto” ao poder, ainda por cima numa faculdade onde a Associação dos Estudantes tem tanta preponderância.

No mesmo jornal, lemos as motivações dos extremistas de direita. Pretendem criar plataformas de comunicação com os mais jovens, mostrando valores e moral. Que valores e moral são esses, desconheço. Valores além da tolerância e da democracia não são valores. Valores morais, baseados em recriminação e perseguição só porque alguém é preto ou marciano, parecem-me, simplesmente, estúpidos. Não são valores nem morais.

Tudo isto misturado com a celebração dos 50 anos dos Tratados de Roma e a eleição de Salazar como o melhor português de todos os tempos. Mistura curiosa. A modernidade, a democracia, o progresso e a ignorância, a intolerância, a anti-democracia e os falsos valores que os seus defensores nem sabem de onde vêm.


publicado por Ricardo Nobre às 11:25 | referência | comentar

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