Quinta-feira, 7 de Setembro de 2006
Gaius Suetonius Tranquillus (70?-130?) foi um biógrafo e historiador romano cuja obra principal se intitula De Vita Caesarum, ou A Vida dos Doze Césares, como comummente se vê. A sua obra é, fundamentalmente, constituída por curiosidades e boatos sobre os primeiros imperadores romanos (os chamados “césares”). É uma espécie de ¡Holla! da época.
Editorialmente, em Portugal, não se pode dizer que o autor não tenha tido sorte. Sei da existência das traduções da vida de Augusto, da autoria de Agostinho da Silva (livros Horizonte) e das vidas de Júlio César e de Augusto, da autoria de Angelina Pires (das Edições Sílabo)*. Contudo, actualmente, não se encontra a tradução de mais nenhuma “vida” (de notar que as Edições Sílabo prometem outros volumes da obra), faltando, assim, Tibério, Calígula, Cláudio, Nero, Galba, Otão, Vitélio, Vespasiano, Tito e Domiciano.

Acontece que tive o prazer de tomar conhecimento, nas estantes da Biblioteca da Faculdade de Letras, de uma tradução portuguesa da obra completa. Trata-se de uma edição de 1963, com tradução de João Gaspar Simões. A editora ainda existe e é das melhores: Editorial Presença. A tristeza maior, já se vê, é o facto de, 43 anos depois, uma obra que integrou a «Colecção Clássicos» deixou de ser publicada**. É compreensível que a Editora tenha mudado de estratégia, mas não precisava esquecer que uma colecção de livros clássicos não pode deixar de ser editada, é preciso que haja sempre um exemplar numa livraria. Não sendo êxitos de livraria, são livros que vão sempre vendendo... e são até uma agradável surpresa à vista!
Fica a sugestão: reeditar A Vida dos Césares de João Gaspar Simões, desta feita inserta na colecção Obras-Primas da Literatura, de que fazem já parte os quatro volumes da monumental Guerra e Paz, traduzida por Nina Guerra e Filipe Guerra. É uma bela forma de homenagem a um clássico, que é uma obra-prima, e ao seu tradutor. A idade da tradução? Se considerarem que precisa de acertos, convidem um especialista na área para que a reveja — mas lembrem-se do Boccaccio, cujo Decámeron acaba de ser reeditado com a tradução dos anos 60 de Urbano Tavares Rodrigues.

* Há também uma tradução brasileira de qualidade duvidosa, de que nem vou dar os dados para não envergonhar editora ou tradutor.
** Sei que também houve uma tradução do romance de Petrónio, Satyricon, mas já não sei o autor da mesma, porque teve a mesma sorte.


publicado por Ricardo Nobre às 10:07 | referência | comentar

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