Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
Não fica muito bem a um académico como eu (modesto...) dizer publicamente que nunca leu completamente a obra Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco. Li outras, como a Sereia e a Queda dum Anjo, que muito me deleitaram. Amor de Perdição, talvez pela minha inexperiência de leitor, foi uma leitura frustrada: não acabei, desisti bem antes do meio.
Hoje, com a experiência acumulada, volto a Camilo e a Amor de Perdição. Ainda não acabei de ler, mas já percebi que é uma peça importantíssima da literatura portuguesa. Era bom que mais gente se apercebesse disso, que regressasse aos bons “clássicos” portugueses, se deixasse de literatura reles. Eu sei que é preferível ler reles do que não ler nada, mas... os padrões estão demasiado baixos.
Não vi notícia nem crítica na imprensa a dar conta de novas edições de Camilo, feitas com grande qualidade, que recentemente entraram nas livrarias... Camilo saiu dos currículos escolares. Reintroduzi-lo não seria negativo, pelo contrário. Romântico e vernaculista, é uma inestimável fonte do saber dizer em português.

Diz Camilo na dedicatória a Fontes Pereira de Melo: “Que V. Ex.ª tem romances na sua biblioteca, é convicção minha. Que lá tem alguns, que não leu, porque o tempo lhe falece, e outros porque não merecem tempo, também o creio. Dê V. Ex.ª, no lote dos segundos, um lugar a este livro, e terá assim V. Ex.ª significado que o recebe e aprecia, por levar em si o nome do mais agradecido e respeitador criado de V. Ex.ª”
Transportem-se estas palavras para cada um de nós, encontremos o tempo que nos falece para voltar a Camilo.

Actualmente, são várias as editoras que publicam Amor de Perdição. A acessível Europa-América foi ultrapassada em muito, em qualidade e preço, pela Porto Editora que faz, com a colecção “Mundo das Letras”, um meritório trabalho de publicação de obras portuguesas de reconhecida qualidade, mas que estavam quase desaparecidas dos circuitos comerciais. Também em versão de “bolso”, existe a edição das Publicações Dom Quixote.
Para especialistas e académicos, há duas edições recentes e de grande valor. A Imprensa Nacional-Casa da Moeda publica
num volume duas versões, em edição diplomática e crítica, da responsabilidade do Professor Doutor Ivo Castro (trabalho de linguista). As Edições Caixotim têm uma bonita e cuidada edição, com prefácio e fixação de texto do Professor Doutor Aníbal Pinto de Castro (trabalho de professor de Literatura).


publicado por Ricardo Nobre às 13:22 | referência | comentar

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