Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Feita por Bárbara Wong, no PÚBLICO de hoje (com correcções mínimas).
 

Faltam "políticas corajosas" para alterar rede de escolas
A Clássica quer usar a nova lei, unir-se ao Politécnico e criar a maior instituição do país. Discussão pública começa hoje

António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, foi das vozes mais críticas à lei do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Mas vai aplicá-la através de ligações com o Politécnico e com as escolas de enfermagem da cidade. Para isso vão ser criadas cinco áreas para juntar as escolas e centros de investigação: Ciências da Saúde; Ciências e Tecnologias; Artes e Humanidades; Direito, Administração e Economia; e Ciências Sociais.
A partir de hoje, o programa estratégico vai estar on-line para ser debatido. O objectivo é ter os estatutos prontos até Março. Quanto à lei: faltam “políticas corajosas” para alterar a rede de escolas e o estatuto dos docentes.

Com a ligação ao Instituto Politécnico de Lisboa (IPL) e às escolas de enfermagem, a Universidade de Lisboa (UL) vai ser a maior do país?
Ser maior é irrelevante. As maiores não são necessariamente as melhores.

Com os novos estatutos, como vai ser a UL?
Vai ser uma universidade com melhor organização em dois domínios. No primeiro, investigação e pós-graduação, vamos apostar em áreas de fronteira. Hoje, o que se faz de melhor em muitas áreas, faz-se em domínios de ligação entre disciplinas. O segundo é a racionalização de oferta formativa porque é impensável a situação que se vive na região de Lisboa, onde há muitas instituições e muita oferta.

Esse não é um problema em todo o país?
Nós temos vindo a criticar esta situação há dez ou 15 anos, mas é particularmente grave em Lisboa. São precisas políticas corajosas e determinadas da parte das instituições. Gostaria que a iniciativa fosse do Governo, mas as instituições também devem agir e é nesse sentido que temos vindo a fazer uma ligação com o IPL e as escolas de enfermagem.

Em termos práticos, como é que vai funcionar essa ligação?
Faz-se de duas maneiras. A primeira, que eu considero a mudança mais importante introduzida pelo RJIES, é o esforço de ligar as escolas através da investigação e da pós-graduação. A segunda é a de juntarmos esforços em áreas de saber.

Porque é que há essa necessidade de juntar as faculdades em áreas?
Porque não é possível de outra maneira, quando se junta às nove faculdades da UL um conjunto de áreas de investigação e mais oito escolas do IPL.

Há faculdades que receiam perder autonomia?
É rara a grande universidade internacional que não esteja organizada em grandes áreas. Contrariamente ao que tem sido dito, estas não diminuem a autonomia e identidade das faculdades. Bem pelo contrário. Há áreas em que a mudança é inevitável. Se queremos ser a universidade que se afirma pela sua tradição nas letras e humanidades, isso obriga à renovação.

Não vão ser essas cinco grandes áreas que vão controlar o que se faz em cada faculdade?
As áreas estratégicas vão ocupar competências que até agora estavam centralizadas no senado. Vai haver mais proximidade, porque não faz sentido ter no senado professores de Direito a discutir Medicina. No entanto, esta é uma mudança que obriga as faculdades a trabalharem em conjunto.

Não vai haver fusão da UL com o IPL?
Esse é um dos erros do RJIES. É uma lei pouco ambiciosa nesse aspecto. Mas nós somos mais ambiciosos e vamos definir um projecto de consórcio e caminhar em conjunto. Vamos celebrar acordos onde prevemos programas de pós-graduação, centros de investigação, promover a mobilidade dos estudantes neste espaço mais alargado. E ainda caminhar para uma gestão conjunta com centros de recursos partilhados. Além disso, a gestão administrativa e financeira pode ser mais eficiente.

Os alunos estão preocupados com estas mudanças?
Há alguns receios que são próprios dos processos de mudança, mas a esmagadora maioria das associações de estudantes apoia este processo e gostaria que fôssemos mais longe.

Uma das críticas que tem feito é a falta de um novo estatuto para a carreira dos professores. Mantém-na?
O RJIES é uma lei que não permite a diversidade de organização e o estatuto continua a ser o mesmo. Como é que se renova uma instituição com as mesmas pessoas? A UL não tem docentes ou funcionários a mais, mas há professores a mais em certos lugares e aí temos que encontrar mecanismos de eficiência.

Qual é o maior problema?
O maior problema é o envelhecimento do corpo docente. O drama é não sermos capazes de recrutar jovens, porque as carreiras estão fechadas. Contudo, com a mudança na UL, podemos encontrar uma solução, porque, para determinadas áreas, vamos precisar de massa crítica. Desde Dezembro e até Março vamos recrutar quase uma centena de jovens investigadores aproveitando a política do Governo no quadro da ciência. Esta é uma revolução invisível.

A reorganização da UL vai permitir mais financiamento?
A reorganização vai permitir criar maior capacidade competitiva, porque vamos ter mais massa crítica para concorrer a fundos da ciência. Além disso, vamos criar oferta de formação mais inovadora, que será mais atraente para os estudantes do ponto de vista da formação e empregabilidade. Se ganharmos estes dois objectivos, teremos mais financiamento.



publicado por Ricardo Nobre às 14:55 | referência | comentar

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