Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007
O título do texto é baseado no de uma excelente obra literária que só por sorte não foi votada pelo PEN Clube para o Nobel da Literatura. Nunca este blogue esteve sem actualizações tanto tempo. Motivo: doença do autor. Do grande fim-de-semana sobram várias notícias que mereceriam ser tratadas com artigos mais ou menos desenvolvidos neste espaço. A sua actualidade ditará da sua sorte.
PS: Não merecerá qualquer texto o vandalismo na escadaria da sede do PS, no largo do Rato, em Lisboa. Não é o não que costuma vandalizar, mas sim o sim. Aliás, a esquerda é mais dada a este tipo de banditismo. Vejam-se as escadas dos acessos laterais à Faculdade de Letras de Lisboa. E, já agora, a escadaria principal. E algumas das paredes da mesma instituição. Mas principalmente uma parede do PN da mesma faculdade. No último caso, ainda antes da campanha para o referendo, não ficaria mal um convite à JCP para ir lavar a nojice que ali fez.


publicado por Ricardo Nobre às 10:05 | referência | comentar

7 comentários:
De Manuel a 7 de Fevereiro de 2007 às 15:05
Espero que já estejas melhor Ricardo. Este ano parece-me que ninguém se "safa" sem uma gripezita...

Comentando isto:
"No último caso, ainda antes da campanha para o referendo, não ficaria mal um convite à JCP para ir lavar a nojice que ali fez."

Não me parece que o mural da JCP seja uma "nojice", como afirmas, pelo contrário, uma "nojice" é o estado deplorável do Pavilhão Novo que ambos conhecemos bem. O graffiti tem origem quase paralela com a inteligência humana, veja-se as pinturas rupestres... E conheces tão bem ou melhor do que eu os graffitis em Roma, alguns melhores outros piores, mas o da JCP até me parece engraçado do ponto de vista estético e a mensagem é o que interessa e no caso em questão até estou de acordo com ela. Se não me falha a memória até há alguns versos da Eneida e do Catulo nas paredes de Pompeia…

Abraço.


De Ricardo a 7 de Fevereiro de 2007 às 18:29
O mural no PN não é, de perto nem de longe, uma antologia literária.
E, se bem me lembro, dizer que vai haver uma manifestação não é mensagem digna de figurar numa parede além do tempo em que ocorre.


De Hugo Gama Freire a 8 de Fevereiro de 2007 às 01:23
Do ponto de vista legal a pintura de murais,desde que devidamente assinada por uma organização politica,é considerada propaganda politica,logo legal e considerada como forma de expressão.No teu último post falas da liberdade e da demnocracia,logo devias saber que a liberdade de expressão foi conquistada com o 25 de Abril de 1974,mas se calhar a liberdade e a democracia de que falas é só para alguma coisas.É uma forma de afirmação,e pelos vistos funciona,uma vez que enerva quem não compartilha nenhum valor com a JCP e aproxima quem compartilha.
De qualquer maneira o que mais me chama a atenção naquele mural é "do rio q tudo arrasta tds dizem violento, mas não das margens q o comprimem",e de facto é a principal mensagem do mural que é intemporal.Do ponto de vista artístico ja o manel falou.


De Ricardo a 8 de Fevereiro de 2007 às 10:18
A democracia trouxe, felizmente, muitas formas de liberdade, que pode ser expressa de diversas maneiras. Ainda assim, não vejo por que motivo o vandalismo deva ser a escolha para a propagandear: há cartazes, meios de comunicação social, sms, blogues...
Se vale tudo, então não é democracia, é república das bananas. E amarelo não lhe falta.


De Isaltina a 8 de Fevereiro de 2007 às 10:50
Antes de mais, espero que não voltes a ficar doente, até porque convivo contigo e não quero ter mais um vírus da gripe nas minhas narinas!!!
Quanto à discussão daquela pintura, aqui vai o meu comentário. Lembro-me perfeitamente da minha reacção, quando vi aquilo e devo dizer que não foi boa... não me oponho minimamente à divulgação seja de que evento for, mas pintar paredes não me parece que seja o mais adequado. Como disse um dos comentadores, a frase fica no ouvido, mas se fosse só a frase que figurasse lá, não havia grande discussão. A questão é que já estamos em 2007 e ainda está lá um anúncio para 2006! Imaginem se agora, por cada conferência, um partido qualquer (até porque não tenho afinidades políticas)decide pintar uma parede. Bom, eu até gosto de pintura mural, mas não me agrada quando isso é associado a uma clara manifestação de poluição visual!
Existem maneiras melhores e piores de fazer a publicidade, a meu ver esta foi a pior.
Já agora, repararam que nas escadas da faculdade estão pintadas duas palavritas "vota sim". O problema das coisas terem prazo de validade é precisamente o prazo. O que acontecerá quando houver um referendo, em que as mesmas pessoas que PINTARAM aquilo estiverem pelo não? Pois, com o passar do tempo, as coisas ficam ridículas e o problema da falsa intemporalidade é esse mesmo. Daqui a uns tempos, as pessoas olham para a parede e pensam "frase gira, eh pá, mas aquilo já está uma bocado fora de horas, não?" - e estou a ser simpática!


De Manuel a 8 de Fevereiro de 2007 às 23:23
Ricardo,

Não me quero repetir, mas não vejo porque a pintura mural deva ser considerada "vandalismo". Quanto ao gosto, isso cada um sabe de si... Quanto à mensagem, é política e por isso aberta a polémicas e discussões. Mas daí ao vandalismo acho que ainda vai uma longa distância...

Isaltina,

Como podes dizer isto: "mas pintar paredes não me parece que seja o mais adequado."

e logo a seguir isto: "eu até gosto de pintura mural"

??

Cumps. a todos


De Ariadne a 8 de Fevereiro de 2007 às 23:56
Olá! Parece-me importar considerar que houve um grande cuidado de pintar por cima de rabiscos que já ali estavam registados há alguns anos... Não foram pintar numa parede que estava limpa...
Além disso, quando olho para aquele mural, a minha sensibilidade leva-me a reflectir sobre a citação de Brecht, nem sequer me tinha apercebido do que a envolvia... Mas pronto, Ricardo, já percebemos que tu és sensível ao amarelo ;p

Saudações*


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