Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007


Não me interessa a boa ou má publicidade que daqui resultar: interessa-me divulgar este texto no domínio científico, como exemplo da deficiente utilização da língua portuguesa.


É mais um caso em que o marketing só teria a ganhar se tivesse em atenção a expressão escrita.


publicado por Ricardo Nobre às 20:23 | referência | comentar | ler comentários (2)

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
As eleições para a presidência do PSD têm trazido notícias bastante interessantes. Luís Filipe Menezes anunciou que Marques Mendes tem apoiantes numa reserva da Amazónia (!), ou seja, há militantes-fantasma que não pagam as quotas por eles mesmos, como se decidiu (ou mostrou, fabricou, inventou, não sei) recentemente em relação a outros militantes que iriam apoiar Luís Filipe Menezes. De facto, a ideia de eleger o presidente através de eleições directas é muito interessante, e uma prática reconhecidamente democrática. Mas este tipo de fabricação de resultados lembra-me a prática eleitoral do Estado Novo.
O mais recente contributo para a questão veio de Santana Lopes. O antigo presidente do PSD defendeu ontem na SIC Notícias o adiamento das eleições, mas a opinião de Santana foi interrompida para que a SIC seguisse em directo a chegada ao aeroporto da Portela do ex-treinador de futebol José Mourinho. E Santana questionou este critério editorial, e abandonou o estúdio.
Pessoalmente, não consigo simpatizar com Santana Lopes, mas tem havido momentos em que tenho de concordar consigo: e a saída da SIC foi uma grande lição aos jornalistas que querem mostrar tudo ao mesmo tempo, sobrepondo vários temas, sem completar nada. Não é que as eleições a haver no PSD não sejam igualmente entretenimento, de que vai resultar a vitória de Marques Mendes (uma tribo índia inteira dá muitos votos), mas a chamada de atenção, em directo (mas pode ser daqui a três anos ou séculos), a falta de resposta em termos de importância jornalística (e social) toma uma relevância superior e torna-se um caso de estudo para os jornalistas que, apesar do novo estatuto recentemente aprovado o não apontar, precisam de ter alguma coisa no cérebro e não só o vácuo do costume.


publicado por Ricardo Nobre às 08:01 | referência | comentar | ler comentários (3)

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
O PÚBLICO é o único jornal português que tem editado o seu Livro de Estilo, que, destinado à escrita, tem de ter um glossário com palavras e expressões que podem, nalgum momento, merecer dúvida da parte de quem escreve. No entanto, são muitas as vezes que lemos no jornal coisas que vão contra o que está estabelecido no seu Livro de Estilo — não só no português escrito, como em termos deontológicos.
Acontece que o Livro de Estilo também tem calinadas. O exemplo que vou dar é um pormenor, mas é de pormenores em cima de pormenores que se constrói a obra de referência: strictu sensu é uma expressão latina que surge no glossário do Livro de Estilo, assim escrita. Porém, se o adjectivo strictus, a, um concorda com o nome masculino sensus, us, aqui em ablativo, a forma do adjectivo declinada nesse caso é stricto.
Stricto sensu, ‘em sentido estrito’, é o contrário de lato sensu, ‘em sentido lato’.
Este é um curioso episódio em que quem ensina também erra. Nos próximos dias, exporei outros erros do Livro de Estilo do PÚBLICO.
NB: Esses erros não foram corrigidos da primeira para a segunda edição, pelo que se mantêm desde a origem.

Tópicos:

publicado por Ricardo Nobre às 08:25 | referência | comentar | ler comentários (1)

Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

A imagem que vemos é a reprodução aumentada de um segmento inferior da coluna da esquerda do sítio do PÚBLICO. Este é mais um exemplo em que o redactor até sabe que a palavra tem acento, mas não tem em atenção onde o coloca — e foneticamente temos um resultado distinto: indíce é bem diferente de índice.
Já agora, índice vem do latim index, icis, ‘aquele que mostra’, mas também ‘registo, lista’ e é da família de indício, indiciar, indicar etc.


publicado por Ricardo Nobre às 21:25 | referência | comentar

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

p. 36-37
 

Nessa mesma tarde, se bem recordo, sob uma luz macia e fina, penetrámos nos centros de Paris, nas ruas longas, nas milhas de casario, todo de caliça parda, eriçado de chaminés de lata negra, com as janelas sempre fechadas, as cortininhas sempre corridas, abafando, escondendo a vida. Só tijolo, só ferro, só argamassa, só estuque: linhas hirtas, ângulos ásperos: tudo seco, tudo rígido. E dos chãos aos telhados, por toda a fachada, tapando as varandas, comendo os muros, tabuletas, tabuletas...
— Oh, este Paris, Jacinto, este teu Paris! Que enorme, que grosseiro bazar! E, mais para sondar o meu Príncipe do que — por persuasão, insisti na fealdade e tristeza destes prédios, duros armazéns, cujos andares são prateleiras onde se apinha humanidade! E uma humanidade, impiedosamente catalogada e arrumada! A mais vistosa e de luxo nas prateleiras baixas, bem envernizadas. A reles e de trabalho nos altos, nos desvãos, sobre pranchas de pinho nu, entre o pó e a traça...

 


Eça de Queirós, A Cidade e as Serras.



publicado por Ricardo Nobre às 21:05 | referência | comentar

Sábado, 22 de Setembro de 2007
PROCURA-SE
EXEMPLAR (EM ESTADO ACEITÁVEL)
DO
VOCABULÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA
DE FRANCISCO REBELO GONÇALVES
(Coimbra Editora, 1966)

Caso esteja interessado/a em vender-mo (a qualquer preço) ou se sabe onde o posso encontrar, agradeço que me contacte através do endereço livrodeestilo[arroba]gmail[ponto]com.


publicado por Ricardo Nobre às 20:36 | referência | comentar | ler comentários (6)

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Qualquer pessoa que se tenha dedicado aos Estudos Literários sabe que foi no século XX que esta disciplina sofreu as maiores transformações. De facto, até ao século XIX, vigoraram as perspectivas platónica e aristotélica dos Estudos Literários, que não tinham essa denominação. O que hoje são Teoria, Crítica, História Literárias e Hermenêutica (as “disciplinas” dos Estudos Literários) situavam-se no âmbito ou da Filosofia ou da Retórica.
No século XX, estes estudos passaram a distinguir-se segundo os seus métodos, práticas e atitudes perante o texto (e mesmo o papel do autor, do público etc.). Estas correntes tomam, as mais das vezes, o nome da sua origem geográfica, mesclado com o tipo de análise que faziam. Temos assim o formalismo russo, o estruturalismo checo, o “new criticism” (norte-americano)... O estruturalismo — que vai ser continuado nos anos 60 em França, de onde se destacam, principalmente, Roland Barthes e Gérard Genette (precursor da narratologia) — está na origem da semiótica.
Este enriquecimento, que esteve relacionado com o impulso dado pelo alargamento de conhecimentos do Homem experimentado no século XIX (o século do positivismo, que assistiu ao nascimento da arqueologia, da linguística...), contribuiu para que os Estudos Literários se tornassem uma área totalmente fascinante, pelas mudanças de perspectivas e de atitudes referidas, em relação a um texto, artefacto literário e de ordem eminentemente estética.
O interessado em Estudos Literários já deparou com todos estes nomes e com outros ainda, como o de Propp, Todorov et alii. E por certo já confundiu muitas teorias e já usou outras sem saber da sua autoria. Existe pouca bibliografia aceitável em português que mostre todas as teorias do século XX, com uma perspectiva sobre cada uma (e seus cultores). Há que atentar, porém, em três excelentes exemplos do que há actualmente de melhor:
- Introdução aos Estudos Literários (Lisboa, 2001): Maria Vitalina Leal de Matos;
- O Conhecimento da Literatura (Coimbra, 1997, 2.ª ed.): Carlos Reis;
- Teoria e Metodologia Literárias (Lisboa, 1990): Vítor Manuel de Aguiar e Silva.
Em inglês, há todo um conjunto de teorias literárias, que não se limitam a ser teorias, mas a fornecer uma importante panorâmica de toda a teoria e crítica literárias até aos nossos dias. Entre as mais recentes, encontram-se:
- Literary Theory and Criticism (Oxford, 2006): Patricia Waugh (ed.) (na foto);


- The Cambridge Companion to Narrative (Cambridge, 2007): David Herman (ed.).
Qualquer destes volumes responde às necessidades dos estudantes que se iniciam no estudo da literatura, ou que, já iniciados, precisem de rever algumas teorias, certos conceitos, a sua paternidade e evolução, etc.


publicado por Ricardo Nobre às 21:50 | referência | comentar

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Os restos mortais de Aquilino Ribeiro vão ser hoje transladados do cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional.
Esta honra, que em termos literários não tem significado, tem sido contestada por alguns, dado o possível envolvimento do escritor na morte do rei D. Carlos (não foi ele que o matou, mas seria cúmplice, até porque se exilou em França logo depois). Claro que isto nunca ficou provado, mas eram conhecidas as tendências republicanas de Aquilino (bem como o seu inconformismo quanto ao regime político que se instalou em Portugal depois da Primeira República). Ao transladar os restos de Aquilino, estaríamos a premiar um assassino e, até, estimular um comportamento desviante da formatação política oficial.
Os mesmos que não lhe querem conceder essas honras alegam que há outros escritores a que devia ser dada essa honra (Torga ou Sophia).
Como é óbvio, a obra de Aquilino Ribeiro é merecedora de tal honra. E a partir daqui, todos podem argumentar o carácter do escritor, mas não é a sua pessoa que é celebrada nos seus livros, mas sim o seu génio.
Assim, Camões também foi um arruaceiro no seu tempo: façam o favor de o tirar dos Jerónimos e atirá-lo para os calabouços da Inquisição!
Já passaram vários anos desde que Roland Barthes decretou a morte do Autor. Estaria na altura de esses "críticos" tomassem consciência disso.


publicado por Ricardo Nobre às 08:35 | referência | comentar

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
A notícia é da BBC: há 20 escolas em Londres que começaram este ano lectivo a ensinar Latim aos seus alunos com o objectivo de estes melhorarem o seu inglês. Estão abrangidas quase 750 crianças de 9 e 10 anos. A língua será ensinada por meio de actividades, jogos e pequenas histórias, baseadas em mitos das Metamorfoses de Ovídio.
Os 15 professores são alunos do King’s College e da University College de Londres, envolvidos neste projecto de alargamento das actividades iniciadas em duas escolas no ano passado (de que falei aqui), coordenado pela Doutora Lorna Robinson.
Agora, tal como então, os testemunhos das crianças são comoventes: “I know lots of the Latin words because I speak Italian. We make up funny sentences with Latin and English words.”, diz o Joshua de 9 anos. O Fabio declara “I thought it was kind of really fun because I learnt a lot of stuff about Rome and Italy and the language Latin and how they connected different languages.”
Este projecto é financiado pela Universidade de Oxford, pelo Cambridge School’s Classics Project, Friends of Classics e através de doações privadas.


publicado por Ricardo Nobre às 08:04 | referência | comentar

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
Reproduzo o artigo de opinião de Maria Filomena Mónica, publicado no jornal Meia Hora, na última sexta-feira, 14 de Setembro.

“Deixemos de lado as reformas organizativas anunciadas pela ministra da Educação e a abertura tipo choque tecnológico do ano escolar e concentremo-nos no aspecto mais importante do ensino, isto é, na sua qualidade. Atente-se nestes três factos: o anúncio de que a disciplina de Filosofia deixará de ser necessária para aceder ao Ensino Superior, a estranha mistura entre Literatura e Ciências Sociais e a provável extinção, para acesso a certos cursos, do Latim e do Grego. Sou licenciada em Filosofia, para o que, no final do Secundário, tive de me submeter a exames nestas duas línguas mortas. Por razões que não vêm ao caso, não fui boa aluna, mas sinto a falta de conhecimento destas matérias. Há mais de cem anos, no romance Hard Times, Charles Dickens fazia troça de Mr. Gradgrind, para quem no mundo só havia “factos, factos, factos”.
Apesar de baseada numa concepção mutiladora do homem, era, e é, uma ideia popular. Mas a escola não pode ficar reduzida à formação de autómatos capazes de meter um chip num telemóvel. Se desejo que os estudantes aprendam Filosofia, que saibam apreciar um romance e que alguns até dominem o Latim e o Grego é por pensar que aquilo que, a partir de agora, só estará acessível a uma elite o deveria estar a todos. É verdade que, ao longo dos anos, a vida material dos portugueses melhorou, mas terá acontecido o mesmo, e na mesma extensão, à vida intelectual? A resposta é negativa.
A responsabilidade reside nos 26 ministros da Educação que, desde 1974, ocuparam a pasta. Todos, de esquerda e de direita, confundiram elitismo intelectual e exclusivismo social, o que os levou a recusar que a igualdade de oportunidades pudesse ser obtida sem que o nível de exigência do ensino baixasse. Se as disciplinas humanísticas forem extirpadas dos curricula, os nossos filhos e netos terão uma vida mais esquálida do que a nossa, porque lhe teremos dado a ilusão de que eles “sabem”, sem lhes termos oferecido os instrumentos necessários à compreensão do Mundo. É para isso que serve a Filosofia.”


Retenhamos dois aspectos fundamentais: 1.º, não é uma pessoa ligada aos estudos clássicos que diz que eles fazem falta; 2.º, não se trata de uma ex-aluna brilhante de Latim e Grego que diz que estas línguas devem ser estudadas. A necessidade de disponibilizar estas disciplinas no currículo do ensino secundário deve ser uma preocupação de uma sociedade culturalmente informada.


publicado por Ricardo Nobre às 20:30 | referência | comentar

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Esta é a Academia Brasileira de Letras. Útil.
Esta é a British Academy. Esmagadora.
Esta é a Academia das Ciências de Lisboa. Uma vergonha.



publicado por Ricardo Nobre às 23:05 | referência | comentar

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
Dos internautas que chegam ao blogue através de pesquisas no Google, destacam-se as curiosas palavras-chave que são digitadas no Brasil.
Infelizmente, muitas vezes, procuram muitas coisas que não lhes posso dar. É interessante saber que, por exemplo, há pessoas que procuram saber tudo o que há para saber sobre o tempo no livro Amor de Perdição. Talvez devessem ler a obra e anotar à margem ou no caderno as indicações temporais: no fim, sistematizam tudo, baseados na teoria literária publicada. É só uma ideia.
Há ainda quem queira ler livros gratuitamente na Rede — e é isso que escrevem no motor de busca. Ontem recebi a visita de alguém que chegou ao blogue pesquisando no Google “como fasso para ler na web o livro serafina e a criança que trabalha”. Neste caso particular, talvez devesse ter procurado “como fasso para escrever faço sem erros”.


publicado por Ricardo Nobre às 08:18 | referência | comentar | ler comentários (1)

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Oxford University Press: Catálogo de Literatura; Catálogo de Estudos Clássicos; More than Words (Oxford World’s Classics)
Routledge: Catálogo de Literatura; Catálogo de Estudos Clássicos
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Sujeito e Predicado

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contracto
contrato
de
de mais
demais
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majestoso
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sediar
se não
senão
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