Segunda-feira, 30 de Julho de 2007
Os Livros Cotovia anunciam no seu catálogo que estão no prelo mais três obras de interesse para os estudos clássicos.
No âmbito da Literatura Grega, a colectânea de Ensaios sobre Sófocles, de Maria do Céu Fialho, reúne os artigos desta Professora de Coimbra sobre o mais amado tragediógrafo grego do século V. Este título continua a sequência de publicação de ensaios sobre autores gregos, como Píndaro, Aristófanes e Eurípides, já disponíveis.
Entretanto, estão por sair duas traduções de autores da Literatura Latina.
Prepara-se a publicação da tradução feita por Pedro Braga Falcão das Odes de Horácio, o mais importante e mais apreciado lírico latino e, fora das grandes épocas clássicas, da obra O Burro de Ouro (ou Metamorfoses), escrita por Apuleio, autor do século II da nossa era. Trata-se de um importante testemunho de romance antigo. O romance é por muitos considerado (certamente por lapso) um género literário moderno que nada deve à Antiguidade: espera-se que revejam esta posição depois de lerem, por exemplo, a parte de Eros e Psique. A tradução está a ser feita por Delfim Leão, um profícuo tradutor da literatura clássica (já traduziu Plutarco, Petrónio). Lembro que já existe uma versão da Editorial Estampa, feita por Eudoro de Sousa, mas penso que esteja esgotada.


publicado por Ricardo Nobre às 14:32 | referência | comentar | ler comentários (1)

Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
Joe Berardo tem vindo a ser “analisado” pelos meios de comunicação social (nomeadamente alguns “comentadores”) de diversas formas. De “bruto” que não sabia o que fazer com o dinheiro e que resolveu “investir” em arte a mecenas cultural, pode ler-se de tudo um pouco.
As duas versões estarão correctas e Berardo é uma pessoa que construiu do nada uma importante fortuna e que resolveu não ficar com tudo o que pôde comprar, mas também mostrar a arte ao povo, mesmo que este nada perceba do que está a ver. No entanto, e ninguém com discernimento dirá o contrário, é um início para começar a interessar-se. Poder ir ao museu gratuitamente é a melhor publicidade que se pode ter para visitar estas casas da cultura. Ontem, Berardo disse que o Estado deveria considerar oferecer a entrada nos museus a todos os portugueses. Tal como a praia, a cultura deve ser gratuita. O que o comendador não disse foi que esta estratégia já é adoptada na Grécia — e não me parece que os museus gregos tenham menos material para cuidar do que os nossos. Por isso, valerá a pena apostar nesta proposta, senão para todos, pelo menos para alguns dos mais importantes museus portugueses. E acrescentem-se alguns monumentos: não deveria ser cobrada entrada no Mosteiro dos Jerónimos, por exemplo!
Defendo isto pelos mesmos motivos evocados por Berardo. A borla é o primeiro passo para que as pessoas contactem, sem entraves, com a cultura. O pimba é de borla — a ignorância também!
Nem de propósito, o Diário de Notícias distribui, gratuitamente, por estes dias uma selecção de livros de bolso, contra a compra do jornal. Verdadeiro serviço público e melhor do que qualquer plano nacional de leitura!
PS: Claro que a borla geral no mercado livreiro é totalmente impossível, mas retirar o IVA ao preço dos livros ajudaria bastante a que os preços diminuíssem.




publicado por Ricardo Nobre às 20:23 | referência | comentar

Quarta-feira, 25 de Julho de 2007
O Prof. Alexandre Castro Caldas (ACC) escreveu no PÚBLICO da última terça-feira um interessante artigo (“As calculadoras vão à escola”, pág.43) que defende que a introdução precoce da calculadora no ensino é um erro grave, principalmente porque nos primeiros ciclos do ensino básico os cérebros dos alunos (ACC é neurologista) estão mais preparados do que nunca a receber informação: “O capítulo da aprendizagem começa a ter que ser considerado como parceiro orientador dos programas de ensino e, bem assim, aquele que se dedica ao estudo das capacidades de cálculo merece também atenção particular.” Assim, aprendizagens estruturantes, como a tabuada, devem figurar entre as preocupações de quem ensina. Mais explicação:

A nossa constituição biológica natural fornece-nos instrumentos cognitivos básicos que utilizamos no início da vida de forma intuitiva. A capacidade de cálculo é um desses instrumentos. Os bebés de seis meses são capazes de fazer operações de cálculo, tal como alguns seres de outras espécies. O papel da escolarização é trazer para o domínio do pensamento consciente essas capacidades e dominá-las no contexto de uma nova lógica de representações simbólicas com potencial desenvolvimento criativo, adaptado aos problemas que a vida do Universo levanta.


Estas informações são muito úteis, no meu entender, também num momento em que o governo se prepara para encher as nossas salas de aulas de computadores e quadros interactivos. Os alunos deixam de ter de saber escrever à mão, a caligrafia corre o risco de se extinguir! Quanto ao quadro, faz sentido nalguns casos, mas os alunos passam o dia sentados, agora nem para ir ao quadro têm de se levantar?
Volto a AAC:

Talvez seja cedo, contudo, para criar a dependência das máquinas numa idade em que o nosso cérebro é, sem dúvida, a máquina mais competente para resolver os problemas, desde que o saibamos informar adequadamente.


Não me parece que os problemas do nosso ensino se resolvam com a decoração da casa que nem fundamentos tem. A salvação não está, como na tragédia antiga, na máquina que faz descer um deus para resolver a situação embaraçosa criada pelo autor, aquilo que em latim se diz deus ex machina.


publicado por Ricardo Nobre às 20:45 | referência | comentar | ler comentários (1)

Então diz que o Harry Potter não morreu, nem o Dumbledore (ao contrário do que tinha transparecido do Harry Potter e o Príncipe Misterioso). Também parece que o novo livro acaba passados nove anos, com o filho de Harry e Ginny a entrar em Hogwarts.
Mais informações destas aqui.

NOTA IMPORTANTE: Este texto inclui informação que pode estragar a surpresa da história de Harry Potter and the Deathly Hallows.

Tópicos:

publicado por Ricardo Nobre às 16:59 | referência | comentar | ler comentários (1)

Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
quo magis socordiam eorum inridere libet qui praesenti potentia credunt exstingui posse etiam sequentis aeui memoriam. nam contra punitis ingeniis gliscit auctoritas, neque aliud externi reges aut qui eadem saeuitia usi sunt nisi dedecus sibi atque illis gloriam peperere.
Tácito, Anais, 4.35.5

‘O que mais agrada é rir da estupidez daqueles que, pelo poder do presente, acreditam poder extinguir também a memória da geração seguinte. Pelo contrário, a autoridade dos homens de talento punidos aumenta, e nem os reis estrangeiros ou aqueles que usam da mesma crueldade foram a causa de nada, a não ser da vergonha para si e da glória para aqueles.’ (tradução feita por mim)


publicado por Ricardo Nobre às 21:03 | referência | comentar | ler comentários (1)

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007
Parece que esta tarde houve uma concentração de bolseiros de investigação científica junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Os bolseiros buscam contratos de trabalho e criticam os vínculos precários às instituições a que estão afectos.
Devo dizer que é uma luta perfeitamente justa, dado Portugal ser um país em vias de desenvolvimento e serem estes bolseiros os agentes do desenvolvimento científico. Sabemos que os professores universitários pouca investigação conseguem fazer, soterrados nas horas de aulas que são obrigados a dar...
No entanto, quero chamar a atenção para outros aspectos mais terrenos desta manifestação, a que assisti (eu passo diariamente à porta do ministério, porque moro logo ao lado). Podem chamar-me mesquinho, fútil, superficial. Mas é nas pequenas subtilezas que encontramos os grandes cientistas.
É na mensagem de correio electrónico, que convocava os bolseiros, indicando os meios de transporte para lá chegar que me quero deter: “O MCTES fica localizado perto do Jardim Zoológico. Virado de frente para o Zoo, a Estrada das Laranjeiras é a estrada do lado direito. O MCTES fica algums metros do lado esquerdo.”: não vale a pena pararmos no algums — nem todos os bolseiros têm a quarta classe. Avancemos: “Acessos: Estação do Metropolitano do Jardim Zoológico; Autocarros 16, 31, 46, 54, 58, 63, 68, 202, 205; Estação CP Sete Rios.”
Aqui, na parte dos autocarros, e não querendo ser picuinhas, mas sendo sério, tenho de observar algumas coisas. Primeiro, as carreiras 46 e 68 denominam-se, respectivamente, 746 e 768, desde Setembro do ano passado. Não é grave. Mais interessante é o facto de a carreira 63 já não existir (desde Setembro do ano passado) e de as carreiras 202 e 205 só circularem de madrugada (dado a concentração ser à tarde, parece-me informação pouco relevante). O informador esquece-se ainda que quem vai para os lados do MCTES pode também apanhar o 701, o 726, o 755 ou o 64.
Inexperiência nos transportes públicos, sim, mas principalmente falta de informação. Não deixa de ser irónico os bolseiros de investigação científica investigarem tão mal.


publicado por Ricardo Nobre às 21:35 | referência | comentar | ler comentários (6)

Um acidente no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, fez 200 mortos. A notícia é lamentável, até porque a segurança da pista do aeroporto já estava a ser posta em causa há bastante tempo. É disto que estou a falar.
A cobertura do jornalismo português, primeiro, preocupa-se em saber se havia algum cidadão português no avião. Agora, tendo-se descoberto que sim, qual é a preocupação? Dizer que havia um português no avião.
Morreram mais 199 pessoas, sabiam?


publicado por Ricardo Nobre às 08:21 | referência | comentar

Terça-feira, 17 de Julho de 2007
Esta reflexão não poderia estar mais certa.

A crise da direita, a tão falada crise da direita deve-se, única e exclusivamente, à geração de políticos ignorantes e sem substância. Políticos com a escola de organizações políticas de juventude, que mais não sabem fazer do que intriga.
A política em Portugal é o albergue dos párias. Somos governados por pessoas sem nenhuma competência. Perfeitos inimputáveis que sobrevivem no cerco montado pelos aparelhos partidários.
Não é nos militantes que os líderes encontram a solução. Nos militantes está o problema. Cães de fila que mordem uns nos outros. Entrincheirados em facções de “gente” e não de ideias, deslumbram-se com os donos e ficam cegos.
É esta canalha que tem de ser dizimada, talvez à paulada, para que se possa devolver o exercício do poder aos técnicos, aos sábios; pessoas que não vivem da política e tão-pouco querem viver da política, mas que podem servir publicamente o país quando são chamados pelo mérito e superioridade.
Basta de reflexões.


No Lóbi.


publicado por Ricardo Nobre às 22:03 | referência | comentar

A Editorial Presença acaba de relançar a obra Memórias de Agripina, da autoria de Seomara da Veiga Ferreira.

Memórias de Agripina recria em todo o seu fulgor os dias do Império Romano no século I da nossa era. A reconstituição é feita pela voz de uma mulher que foi imperatriz e mãe de Nero — uma figura de impressionante grandiosidade. Esta mulher solitária encarnou o sonho que viria a produzir o século de ouro da história do Império e a fundar e consolidar uma civilização universal cujo legado tem atravessado as eras. Agripina conta-nos as suas memórias, num tom que atinge por vezes uma grande densidade poética, em vésperas de ser assassinada pelo filho — as intrigas, os amores, a vida na corte, a impiedosa luta pelo poder e tudo o que contribui para fazer deste romance um retrato vivo da época.



publicado por Ricardo Nobre às 21:51 | referência | comentar

Domingo, 15 de Julho de 2007
A campanha levantou os inúmeros problemas da cidade de Lisboa, de que a desertificação do centro e da baixa, os transportes públicos, o ambiente, a requalificação dos espaços urbanos ou o trânsito (estacionamento incluído) são alguns exemplos.
Disse antes que não acredito que António Costa venha resolver algum destes problemas. É possível que aposte no saneamento das finanças. De certeza que vai ser um presidente da câmara mais político do que técnico, que não vai perder tempo com a habitação ou requalificação urbana.
Espero que Maria José Nogueira Pinto seja, efectivamente, chamada para a câmara — é preciso que o seu plano para a baixa seja executado (com eventuais ajustes, nomeadamente aquela circular das colinas, por significar o fim de alguns jardins históricos).


publicado por Ricardo Nobre às 20:43 | referência | comentar | ler comentários (1)

Fernando Negrão não teve melhores resultados porque:
- a sua campanha foi feita contra António Costa e o governo e não a favor de Fernando Negrão.
- Marques Mendes confirmou esta ideia, pois os discursos de apoio a Negrão nunca o foram, atacando sempre o governo.
- Fernando Negrão não é conhecido dos eleitores. E não conhece Lisboa, nem a câmara, nem as empresas municipais — nem nada.


publicado por Ricardo Nobre às 20:34 | referência | comentar | ler comentários (1)

Notas sobre as eleições

 

Não fui votar, até porque não estou recenseado em Lisboa — e pelos vistos nem o Fernando Negrão nem o António Costa.
O momento alto do dia em que até choveu em Lisboa — qual é a desculpa para não ir votar se não há praia? Ah, claro, foram-se encafuar nos museus, como sempre! A sede de saber não tem fim nesta Lisboa — o momento mais alto, dizia, foi o de propaganda saloia de Helena Roseta, que se dirigiu à sua Junta de Freguesia de bicicleta. A parte saloia não é esta: é que a candidata esqueceu-se do cartão de eleitor e teve de voltar a casa. Quem a chamou, ao longo da campanha, de populista sabia do que estava a falar!
A senhora Abstenção, que não me lembro de ter visto como candidata, ganhou com larga vantagem. “Ir votar ou não é igual”, ouvia eu no autocarro esta manhã. Está explicado.
Os outros resultados: tudo o que se esperava.
O futuro: ainda que o candidato do PS fosse a minha escolha, muito sinceramente, acho que Lisboa vai ficar na mesma.
Garcia Pereira, Pinto Coelho, Quartim Graça e Telmo Correia não têm lugar na política. Claro que Telmo Correia tem de arrastar o Paulo Portas — por este prisma, houve resultados positivos nestas eleições. Obrigado, Lisboa.
 
PS: Esqueci-me do Gonçalo da Câmara Pereira. Ah, fadista!


publicado por Ricardo Nobre às 20:24 | referência | comentar

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