Sábado, 30 de Junho de 2007
Para quem não sabe francês, o título deste texto será uma incógnita, mas terá sempre bom remédio: procure num dicionário.
O político francês Patrick Devedjian (secretário-geral do UMP, o partido de Nicolas Sarkozy) referiu-se a Anne-Marie Comparini (oponente política de Devedjian, do MoDem) nesses termos, e ainda que não seja exactamente uma novidade (até entre nós, como sucedeu no caso Charrua), este sucedido teve a particularidade de ter sido filmado.
Ligações: Insult humbles French politician; Devedjian (UMP) insulte Comparini (MoDem).


publicado por Ricardo Nobre às 08:28 | referência | comentar | ler comentários (2)

Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
O blogue do Grupo Manifesto da Faculdade de Letras divulga um abaixo-assinado dirigido ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e à Fundação para a Ciência e Tecnologia, tendo em vista a alteração da situação de verdadeira precariedade dos bolseiros científicos.

Face às limitações orçamentais e ao congelamento de contratações para lugares nas carreiras, as instituições de I&D têm recorrido ao recrutamento de bolseiros para as mais variadas funções, de forma a assegurarem o seu funcionamento e produção científica. Ao abrigo do actual Estatuto do Bolseiro de Investigação (EBI) e da regulamentação dos concursos de bolsas, estas são atribuídas para actividades de apoio técnico à investigação, prestação de serviços diversos de índole técnico-científica, iniciação à investigação científica, investigação científica sob orientação de investigador doutorado, investigação científica desenvolvida por doutorados e gestão de ciência e tecnologia. As bolsas servem não só para possibilitar uma formação avançada com vista à obtenção de um grau académico, mas também para o recrutamento temporário de técnicos, de assistentes administrativos e de investigadores doutorados. O recurso às bolsas por parte das unidades de investigação tornou-se tão central que, em muitas instituições, os bolseiros passaram a garantir necessidades permanentes e muitos investigadores recebem bolsas consecutivas, sem terem perspectiva de alguma vez virem a obter um vínculo jurídico-laboral que lhes assegure um conjunto de direitos sociais elementares.

O abaixo-assinado pode ser assinado aqui.



publicado por Ricardo Nobre às 21:39 | referência | comentar

O período da História de Portugal de que menos gosto é o dos descobrimentos. Não que não admire o que isso representou e ainda representa no panorama da História Mundial: que manual de História falaria neste país se não fosse a sua pujança do século XV, que continuou pelo seguinte? Mas temos assunto: fomos os primeiros e durante muitos anos os mais importantes navegadores do mundo. Os mitos que quebrámos foram muitos. Não há exagero no célebre dizer “Portugal deu novos mundos ao mundo”. Ainda assim, e como diz Fernando Pessoa, “o império se desfez”. Desfez-se e ninguém fez nada para o substituir ou reorganizar — neste século XXI nem que seja o império moral da Mensagem. Salazar apenas quis o que na altura se achava ser o que melhor servia o país. Quis mal, fez pior. Os ideais de liberdade, primeiro, e de democracia, depois, também mandam concedê-las a quem as quer. O Brasil foi o primeiro. Seguiu-se o império da Índia (que nunca chegou bem a ser um império português). Depois Timor (arrebatado pelos indonésios), as colónias de África e, por fim, Macau.
Hoje Portugal é europeu como nunca foi e essa aproximação só pode ser benéfica. O passado, bom ou mau, não deve ser esquecido: é preciso que esteja lá para nos lembrar do que fizemos de bom ou de mau, para nos contemplarmos.
Olhando para trás, de todo o império e influência que tivemos no mundo, o que é que sobrou? Nada — não influenciámos nada. Mas deixámos um legado superior, inalienável, único.
A língua portuguesa.


publicado por Ricardo Nobre às 08:15 | referência | comentar | ler comentários (1)

Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
Os 7 horrores de Portugal.


publicado por Ricardo Nobre às 22:03 | referência | comentar | ler comentários (1)

Segunda-feira, 25 de Junho de 2007
Cornélio Tácito continua a apaixonar muitos estudiosos da Antiguidade Clássica, da Literatura Latina em particular. A prova disso é a bibliografia recente que tem surgido sobre este autor. Estão por publicar, na Cambridge University Press, dois volumes imprescindíveis para os interessados em Tácito, entre os quais tenho a felicidade de me incluir.
Assim, na colecção Cambridge Greek and Latin Classics1, irá sair em Outubro deste ano o comentário ao livro II das Historiae, da autoria de Rhiannon Ash (autor de Tacitus (Ancients in Action), publicado em 2006 pelo Duckworth Publishing). Desta colecção, temos já o livro I das Historiae (Cynthia Damon), o imprescindível livro IV dos Annales (Ronald Martin e A. J. Woodman) e o comentário ao Dialogus de Oratoribus.

Outra lacuna importante que será preenchida é a falta de um “Companion to Tacitus”, da colecção “Cambridge Companions to Literature”. No entanto, teremos de esperar mais tempo, até Abril de 2008, para o podermos apreciar. A falta de um livro do género destes “Companions” (literalmente, ‘companheiro’, mas mais propriamente ‘Compêndio’) tem sido mitigada por obras de carácter introdutório, como Tacitus, de Ronald Martin, Tacitus, de Ronald Mellor, ou Introduction to Tacitus, de Herbert Benario. Menos introdutório, mas indispensáveis continuam a ser os dois volumes de Ronald Syme, Tacitus.

1 Há ainda, desta editora, os volumes da colecção Cambridge Classical Texts and Commentaries: Volume I, Livro I.1—54; Volume II, Livro I.55—81 e Livro II (de F. R. D. Goodyear); Livro III (de A. J. Woodman e Ronald Martin).


publicado por Ricardo Nobre às 19:50 | referência | comentar | ler comentários (2)

Domingo, 24 de Junho de 2007
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica foi a melhor invenção do século.


publicado por Ricardo Nobre às 19:53 | referência | comentar

Sábado, 23 de Junho de 2007

Estava o processo revolucionário em curso quando uma reunião geral de alunos exigiu a um professor universitário a divulgação do modelo do exame. Ele assim fez, escarrapachando nas vitrinas não só uma série de problemas como também a respectiva resolução. Divulgados os resultados, um aluno viu o seu nome na pauta com um rotundo R à frente. Ficou tão espantado que correu a pedir uma justificação ao professor. Os enunciados eram os mesmos e ele tinha respondido tal e qual estava afixado... O professor mostrou-lhe então a prova. O aluno, que não gostava de exames, tinha simplesmente decorado (ou copiado?) tudo o que estava na vitrina, sem reparar que os valores numéricos dos problemas tinham sido alterados.
É natural que os alunos não gostem de exames. Os professores também não. Mas os exames, aqui ou em qualquer parte do mundo, são necessários. Mais: são indispensáveis para ver o que é que se aprendeu. No nosso ensino superior temos exames a mais. Em contraste, no nosso ensino básico e secundário, temos decididamente exames a menos. Os exames nacionais têm estado quase reduzidos aos do 12.º ano (...). E, o que é pior, os poucos exames que há têm sido mal concebidos: às vezes não passam de meras charadas e chegam a conter erros grosseiros (o mais famoso ocorreu num exame de geometria descritiva, no qual uma recta só poderia ser tangente a uma circunferência com o auxílio de um “lápis grosso”!)1. Em resultado dessa escada com um só degrau, os alunos chegam ao ensino superior sem o traquejo que apenas pode ser dado por um sistema de avaliação progressivo e rigoroso. Como podem jovens que não fizeram treinos nem suficientes nem suficientemente árduos entrar de repente em jogos de alta competição?
(...) O sistema educativo mantido pelos sucessivos governos não gosta nada de exames, de provas bem feitas que permitam a selecção dos melhores. Não gosta sequer da palavra avaliação. Mas, se todos nós temos iguais direitos (incluindo o direito à educação de qualidade), não somos de modo nenhum iguais. Os exames permitem apurar as diferenças. Uns, porque se esforçaram mais, aprenderam mais, ao passo que outros aprenderam menos. Claro que não conta só o esforço, mas também a capacidade. E não são só os alunos que são diferentes: os professores e as escolas também são. É justo que o mérito individual ou colectivo seja recompensado.
O actual governo tem-se agitado na área da educação, mas não tem sido capaz de alterar substancialmente o sistema educativo arreigado. Lá conseguiu manter umas tímidas provas nacionais no 9º ano vindas do governo anterior (este ano muito fáceis, para benefício das estatísticas), mas não se atreveu a criar exames antes disso. Meteu os pés pelas mãos nas provas de Física e Química do final do secundário no ano passado, pois foi logo evidente que muitos alunos tinham sido discriminados. Diminuiu o papel regulador e certificador dos exames nacionais do 12.º ano (veja-se o caso da Filosofia). De facto, pouca gente se apercebeu que os exames nacionais no fim dos estudos secundários estão a desaparecer, uma vez que essas provas vão servir apenas para o acesso ao ensino superior. (...)
Porque é que não há mudanças de fundo, nomeadamente no sentido de implantar uma avaliação consequente? Pior do que não gostar, a máquina do ministério abomina os exames. Ela tem muita gente que, tal como o aluno cábula, teria sido reprovada em qualquer exame sério (veja-se o caso da senhora à frente da DREN). A maior parte dessa gente alimentará talvez a doce ilusão de que somos todos iguais. Ora eu não quero ser igual a eles! E tenho a certeza de que não estou sozinho...

 

Carlos Fiolhais, no De Rerum Natura e no PÚBLICO de 22 de Junho.


1 O exame de Física, entretanto realizado, também apresentava um erro numa pergunta, que foi anulada.



publicado por Ricardo Nobre às 09:09 | referência | comentar

Tudo o que vale a pena exige esforço. E quanto mais vale a pena, mais esforço exige. Isso é particularmente verdade sobre a Matemática: se investirmos um esforço pequeno sobre as matérias, ficando com um conhecimento superficial, de pouco ou nada nos valerá o “esforço”.
A Matemática não se aprende na Wikipedia ou navegando pela Internet. Exige pensamento, estudo, concentração, treino e algo para que nos últimos 2500 anos não se inventou substituto — o contacto humano. Aquilo a que normalmente se chama aulas.
Não sei se isto parece aborrecido, mas é a melhor (se não mesmo a única) maneira de aprender Matemática. E aprender é não só uma aventura maravilhosa, como tem no final o pote de ouro da compreensão do mundo. E para transformar o Mundo, é preciso primeiro compreendê-lo.
(...) O pote de ouro da Matemática é o seguinte: todos os grande avanços científicos e tecnológicos implicam a utilização de novas ferramentas matemáticas. Para dar um exemplo recente que muitos de nós temos nas mãos, uma desconhecida empresa de indústria pesada, que fabricava pneus e pasta de papel, decidiu no final dos anos 60 virar-se para as telecomunicações. Estava num país com enorme densidade de pessoas altamente qualificadas do ponto de vista científico, técnico e matemático, e os grandes problemas matemáticos estavam a surgir. Era uma altura estratégica para entrar.
O país era a Finlândia. A empresa era a Nokia, hoje o gigante mundial de telemóveis. Continua a fabricar pneus, embora quase ninguém saiba. Mas para isso não é preciso Matemática mais sofisticada do que a do século XVIII, e não é por isso que a Nokia é conhecida (o leitor conhece alguém que use pneus Nokia no carro?). Para inovar verdadeiramente é necessário estar em condições de criar Matemática nova (e Física, e Química, e Engenharia). Enquanto seres humanos isso transporta-nos a altitudes nunca antes imaginadas — é como descobrir um Evereste pessoal para escalar. Só isso já compensa o esforço. E no fim da escalada pode estar um verdadeiro pote de ouro. Mas só está lá para quem se esforçar a descobri-lo.

 

Jorge Buescu, no De Rerum Natura e no PÚBLICO de 22 de Junho.


publicado por Ricardo Nobre às 08:53 | referência | comentar

EU leaders agree on reform treaty.
Depois de a Polónia se ter tornado uma força de bloqueio, depois dos argumentos apresentados (que teriam mais população se os alemães não tivessem matado tantos polacos na Segunda Guerra Mundial), os líderes europeus chegam finalmente a consenso quanto à revisão do texto para um tratado constitucional.


publicado por Ricardo Nobre às 08:39 | referência | comentar

Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Gel de banho numa zona enxuta do corpo é das medidas mais contraproducentes que a contraprodução alguma vez foi capaz de contraproduzir.


Toda a gente também pensava que o Hitler estava a ser mal-educado com as pessoas, mas a verdade é que, lá com os esquemas dele, mais ninguém voltou a usar um bigode daqueles.



No Olhe que Não.


publicado por Ricardo Nobre às 08:45 | referência | comentar

Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
Poucos textos literários têm a poesia que é ver políticos a fazer calçada ou a limpar graffiti das paredes.


publicado por Ricardo Nobre às 23:21 | referência | comentar | ler comentários (1)

Lisboa é uma pequena cidade, relativamente perto do sumptuoso Aeroporto da Ota.

 

No Lóbi


publicado por Ricardo Nobre às 22:14 | referência | comentar | ler comentários (1)

RÁDIO
TSF — Rádio Notícias (emissão directo)
BBC Radio 4 (emissão directo)
BBC World Service (emissão directo)
BBC Radio 3 (emissão directo)
BBC Radio 5 Live (emissão directo)
LIGAÇÕES DE REFERÊNCIA
Informação Geral
BBC News
The Guardian
Público
Times
Diário de Notícias


Cultura
The TLS
BBC | Entertainment & Arts
The Guardian | Culture
Telegraph | Culture
New York Times | Arts
DN | Artes
Ípsilon
El Mundo | Cultura
El País | Cultura
Público | Culturas
Le Monde| Culture

LITERATURA
Bibliotecas
Biblioteca Nacional de Portugal (Porbase)
The British Library
Library of Congress
Bibliothèque nationale de France (Opale)
Biblioteca Nacional de España
National Library of Scotland
Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (SIBUL)
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
University of Cambridge Library (Newton)
Oxford University Libraries (SOLO)
Harvard Libraries (HOLLIS)


Editoras
Cambridge University Press: Catálogo de Literatura; Catálogo de Estudos Clássicos
Oxford University Press: Catálogo de Literatura; Catálogo de Estudos Clássicos; More than Words (Oxford World’s Classics)
Routledge: Catálogo de Literatura; Catálogo de Estudos Clássicos
Penguin Books


Revista CLASSICA — Boletim de Pedagogia e Cultura

LÍNGUA PORTUGUESA
Vírgulas
Sujeito e Predicado

Vocativo

Oração Causal

Oração Concessiva

Oração Condicional

Oração Conformativa

Oração Final

Oração Proporcional

Oração Temporal


Uso do apóstrofo


Vocabulário estudado
à
Alcaida
contracto
contrato
de
de mais
demais
grama
majestoso
para
presidenta
sedear
sediar
se não
senão
seriação


Livro de Estilo

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1945)
Código de Redacção Interinstitucional
Dicionário da Língua Portuguesa (Priberam)
Dicionário da Língua Portuguesa (Porto Editora)
LX Conjugator (conjugação verbal)
MorDeb
Corpus do Português Europeu
Corpus do Português
Corpus Lexicográfico do Português
CETEMPúblico
Corpus Rede de Difusão Internacional do Português
Transliteração do Alfabeto Grego
Associação de Informação Terminológica
Acordo Ortográfico de 1990
Norma Portuguesa de Metrologia

APONTADORES
Bandeira ao Vento
Blogtailors: o blog da edição
Cadê o Revisor?
Detective Cantor
Lóbi do Chá
Memento…
Pesporrente
Português em Dia
Rascunho.net
Relógio D'Água Editores
A Senhora Sócrates
O Vermelho e o Negro
ARTIGOS RECENTES

PÚBLICO Menos

Novo PÚBLICO

Acordo na Faculdade de Le...

Acordo Ortográfico no CCB

Onde o latim acaba e o in...

Balanço de um colóquio

Diogo Infante deixa o D. ...

Memória curta

Também quero o subsídio e...

Governo de salvação nacio...

Quando os escritores não ...

Golpe de estado militar

TOMBO

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Julho 2010

Junho 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

SUBSCREVER FEEDS