Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
A imagem é retirada da última página do P2 do PÚBLICO, aquela onde consta a informação meteorológica. Interpretação dos parênteses: informação geral, o tempo na Europa, no Mundo, na Lua, em Marte e em toda a via Láctea.


publicado por Ricardo Nobre às 09:54 | referência | comentar | ler comentários (1)

Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007
O tema é actual e faz sentido na sociedade portuguesa. Que sentido faz estudar História?

O sítio de notícias da BBC dedica à Educação um grande número de notícias e de crónicas. O autor dos artigos de opinião é Mike Baker, que levantou, há um mês, a questão do estudo da História britânica nas escolas inglesas, no texto How about some British history?.
Diz Mike Baker que a sua filha, quando foi estudar para os Estados Unidos teve de decorar os nomes de todos os presidentes americanos e saber o nome de todos os estados do país; o contraste com a situação inglesa é evidente: a filha do jornalista nunca teve de saber a relação de reis e rainhas da Inglaterra... Assim se questiona “What should we be taught if we are to gain a better understanding of British identity?”
As conclusões:

If we really want to reawaken a greater sense of British identity, then it is time to bring back more British history, not just about the great and the good, but about the ordinary people.
Yes, of course, we need to remind ourselves that immigration has always been a factor of British culture, from the Normans and the Huguenots to the Jews, West Indians and Ugandan Asians.
But let us not allow political correctness to blot out the story of the ordinary lives in British history.
British identity is certainly bolstered by an understanding of the multi-cultural origins of our society, but it is fundamentally underpinned by a clear sense of the social history of the British Isles.


Este é um precioso artigo para nós, portugueses, fazermos estas mesmas reflexões. Chega de ouvir dirigentes da extrema direita dizer que D. Afonso Henriques expulsou os árabes de Portugal — nunca houve movimentações de populações, os árabes governavam, dominavam o comércio, a cultura, mas quem cá estava, o povo, ficou. Alfama e Mouraria, em Lisboa, dizem alguma coisa? Chega de estupidez: “we need to remind ourselves that immigration (and emmigration) has always been a factor of Portuguese culture”, parafraseio Mike Baker.


publicado por Ricardo Nobre às 09:55 | referência | comentar

Este processo de refundição vai atrair mais leitores? Percebo pouco de mercadologia, mas não é uma operação de cosmética que o vai fazer vender. Como sempre, a qualidade vai continuar sem se reflectir nas vendas, mas espero ardentemente que não haja decréscimos.O que é certo é que continua a ser o meu jornal, talvez por ser adequado à minha personalidade, ou talvez pela falta de alternativas...


publicado por Ricardo Nobre às 09:48 | referência | comentar

Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007
Há algum tempo que têm chegado a este blogue muitos visitantes que procuram saber quais foram as últimas paravras de Bree para Rex (da série Donas de Casa Desesperadas). Para responder a essa ânsia, cá está a transcrição do último diálogo do casal (antes da morte de Rex):
The best is yet to come.


publicado por Ricardo Nobre às 09:59 | referência | comentar | ler comentários (1)

No último sábado fui ao museu nacional de Arqueologia ver a exposição “Vasos Gregos em Portugal — Aquém das Colunas de Hércules”, já aqui noticiada. Sobre ela, oferece-me dizer algumas palavras.
Tenho de reconhecer que não estava à espera de algo tão bom, pela diversidade, pela qualidade de explicação, pela relação, sempre que possível, à literatura grega (Píndaro, Sófocles, Homero...). A Professora Maria Helena da Rocha Pereira é jubilada da Faculdade de Letras de Coimbra e é, ainda hoje, sem exagero, a maior especialista portuguesa (e não só, seguramente) de língua, literatura e cultura gregas. Coordena cientificamente a exposição, que lhe rende, aliás, uma merecida homenagem.
Além dos artefactos, podemos ver um pequeno filme (não contei, mas terá aproximadamente 15 minutos) que narra a história e valor de alguns dos vasos presentes na exposição. Vale a pena sentarmo-nos, antes ou depois de dar uma atenciosa vista de olhos pela sala, para ouvir os reparos e explicações da Professora M. H. Rocha Pereira, que nos vão deixar deliciados (a não ser que saibamos mais sobre vasos gregos — o que não me parece).
Outro aspecto relevante tem que ver com o facto de não ser uma mostra de cacos, o que muitas vezes associamos a este tipo de exposições. Os vasos estão inteirinhos e podemos imaginá-los a serem levados à mesa num faustoso sympósion ou num casamento. Aliás, numa parte da sala, há a "catalogação" da utilidade dos vasos: são recipientes para medição, para levar à mesa numa festa de casamento, ou num banquete, para armazenar, para medir, para misturar (água, vinho, azeite)... E assim se explica a quantidade de tamanhos e formas dos krātēres expostos.
É comovente imaginar que aqueles objectos eram utilizados no quotidiano de uma civilização tão importante como a grega — e que, da Grécia e dos séculos V e IV a.C., chegam a Portugal e ao séc. XXI. Mais comovente é ter em mente que os temas representados — mitológicos — nos são hoje totalmente conhecidos e até contemporâneos.
A proveniência dos vasos é diversa: colecções privadas, do próprio MNA, do Museu da República (especial interesse terá um vaso oferecido a D. Pedro V por ocasião do seu casamento).

Mais motivos para ir ao museu: há a exposição das Religiões da Lusitânia (Saxa loquuntur, “as pedras falam”), onde podemos ver todo o tipo de votos aos deuses que eram cultuados na região — infelizmente, apesar da qualidade do material exposto, não tem a qualidade da exposição dos vasos — faltam explicações, contextualizações, transcrições e tradução das inscrições... Permanentes são as exposições do Egipto e do tesouro (que considero muito mal aproveitadas, por vários motivos, entre os quais falta de explicação e contextualização de cada peça).


publicado por Ricardo Nobre às 09:49 | referência | comentar | ler comentários (1)

Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007
Está em linha, há algum tempo, no blogue Mare Nostrum, um conjunto de textos subordinados ao tema “Influências greco-latinas na língua árabe” (entre nós, portugueses, pouco ou nada estudadas). No entanto, André Simões dá-nos luzes preciosas sobre o assunto, ao mesmo tempo que nos consciencializa de questões concernentes à transmissão da cultura greco-latina para outras suas contemporâneas, de que temos hoje testemunho – e assim avaliar a sua força e influência. Vejamos.
O primeiro texto fala de empréstimos vocabulares (κάλαμος, castrum) e o segundo trata de fonética, pois “Uma das maneiras de saber aproximadamente como se pronunciava o latim nos seus diferentes períodos é estudar a forma que assumiram palavras latinas tomadas como empréstimo por línguas não latinas” (exemplo: Caesar).
No terceiro artigo, volta-se aos empréstimos, sendo “curioso notar a preferência pelas consoantes enfáticas ou guturais, quando se trata de transcrever os sons gregos ou latinos”; segue-se uma explicação fonética, que aprofunda opções seguidas pelo árabe para adaptar as palavras κάλαμος e castrum.
Fora de “empréstimos morfológicos”, o quarto texto versa sobre empréstimos semânticos. O caso apresentado é o da palavra árabe que passa a significar “testemunha”, por influência do grego μάρτυρ, ainda que as palavras tenham diferenças terminológicas (destaco o facto de o vocábulo grego ter “um sentido activo, isto é, é o mártir que presta testemunho”, ao passo que no árabe “tem um sentido passivo, ou seja, o mártir é objecto de testemunho”).
O quinto artigo do tema fala-nos do “primaz cristão nos países árabes” e de como o grego καθολικός passa para aquilo que o autor transcreve jāthālīq.
O texto seguinte entra no domínio militar. A designação do chefe militar árabe basear-se-á no patricius latino. Continua no vocabulário de guerra o sétimo texto. A frota militar grega, στόλος, emprestou a sua designação à língua árabe.
E são estes os textos até agora publicados. Os artigos são, por norma, enriquecidos com explicações fonéticas, que esclarecem ou tentam explicar algumas diferenças nas línguas árabe e grega ou latina. Não raro, o autor declara o seu estatuto de “principiante”, mas saberá, certamente, mais do que muita gente (eu incluído)... Para seguir com a devida atenção.


publicado por Ricardo Nobre às 10:05 | referência | comentar | ler comentários (9)

Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007
Em 9 d.C., o general romano Quintílio Varo foi apanhado numa cilada na floresta de Teutoburgo, o que fez com que tivesse perdido três legiões (cada legião teria, nesta época, 5400 efectivos). Na altura, os romanos combatiam contra povos germanos, entre os quais se contam os Queruscos, chefiados por Armínio, príncipe valente e respeitado pelo seu povo. As campanhas militares contra os Germanos durou muitos anos, onde se contam diversas vitórias romanas, algumas ganhas com grande esforço, mas nunca Armínio foi capturado.
Em 19 d.C., o senado romano recebeu uma carta de Adgandéstrio, chefe dos Catos (povo germano vizinho dos Queruscos), onde este se oferecia para matar Armínio, envenenando-o – bastava que lhe enviassem o veneno. Tácito (Ann. 2.88.1) reproduz a resposta de Roma: “Os Romanos não se vingam dos inimigos por meio de intrigas ou segredos, mas à vista de todos e pela força das armas” (non fraude neque occultis, sed palam et armatum populum Romanum hostes suos ulcisci).
O que é certo é que Armínio acabou por ser morto pouco depois, traído por pessoas que lhe eram próximos. Sobre o querusco, Tácito (id., 2.88.2) diz: “ignorado pelos escritores gregos, que admiram apenas a sua história; também é pouco célebre entre os Romanos, pois nós exaltamos a história antiga e descuramos da mais recente” (Graecorum annalibus ignotus, qui sua tantum mirantur, Romanis haud perinde celebris, dum uetera extollimus recentium incuriosi).


publicado por Ricardo Nobre às 16:45 | referência | comentar

Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007
Devo reconhecer que este caderno era onde recaía muita da minha curiosidade quanto às alterações que iriam ser introduzidas no jornal. O “2” podia ser mais bonito, já que tem muitas curvas (dá para ver, nesta apreciação, que sou um classicista pouco dado a rococós?). O caderno em si é uma espécie de cartaz das artes (cinema, teatro, exposições etc.) e da televisão misturado com reportagens jornalísticas e informações meteorológicas, farmácias de serviço e afins. Ou seja, continua à espera de identidade...
A favor, tem a coluna de Nuno Pacheco, sub-director, que substitui Eduardo Prado Coelho, enquanto este se encontra doente. Se fosse eu a mandar, passava a substituí-lo para sempre.


publicado por Ricardo Nobre às 08:17 | referência | comentar

Estou habituado a ler livros sem bonecos e consigo acompanhar a história sem haver títulos coloridos. Não estou a dizer que foi uma alteração desnecessária, mas uma coisa é ter fotografias a cores, outra é “apalhaçar” a informação. Enfim, tornou-se mais “revista”, esquecendo-se de que é “jornal” (o que não é necessariamente mau)...


publicado por Ricardo Nobre às 08:15 | referência | comentar

Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
Os professores ingleses defendem que os autores clássicos da literatura nacional (Jane Austen, Elizabeth Barrett Browning, William Blake, Charlotte Bronte, Robert Burns, Geoffrey Chaucer, Kate Chopin, John Clare, Samuel Taylor Coleridge, Charles Dickens, Arthur Conan Doyle, George Eliot, Thomas Gray, Thomas Hardy, John Keats, John Masefield, Alexander Pope, Christina Rossetti, William Shakespeare (sonetos), Mary Shelley, Robert Louis Stevenson, Jonathan Swift, Alfred Lord Tennyson, H. G. Wells, Oscar Wilde, Dorothy Wordsworth e William Wordsworth) não devem ser ensinados muito cedo porque são difíceis. Contudo, o secretário da educação diz o contrário. A história aqui, para reflectir sobre o ensino do Português e da literatura portuguesa, até porque não temos adaptações para televisão.


publicado por Ricardo Nobre às 18:50 | referência | comentar

A diminuição do número de alunos levará, necessariamente, à morte das línguas clássicas nas escolas públicas do Reino Unido. Este problema foi tema do programa Woman's Hour, da BBC 4, no passado dia 16 de Fevereiro.


publicado por Ricardo Nobre às 11:40 | referência | comentar | ler comentários (1)

A mim não me diz nada.



publicado por Ricardo Nobre às 09:03 | referência | comentar | ler comentários (1)

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