Terça-feira, 31 de Outubro de 2006
Irá decorrer na próxima quinta-feira, na sala 5.2 da referida faculdade, um ciclo de conferências oferecido pelo Departamento de Filologia Clássica da Universidade de Bari intitulado Leitura e Leitores dos Textos Clássicos.

Menos interessantes, mas certamente sugestivas, serão as comunicações da tarde, feitas pelos mestrandos em Estudos Clássicos da FLUL, entre os quais tenho a honra de me incluir.
Irei falar de Tácito, referindo que a personagem de Tibério tem uma estrutura psicológica complexa que o historiador soube analisar. Um bocadinho do que vou dizer:
A psicologia da personagem do imperador Tibério que é veiculada na obra de Tácito tem sido analisada essencialmente segundo duas perspectivas. A primeira tem que ver com a existência de um referente contemporâneo ao historiador sobre o qual basearia a imagem de um tirano, que seria, no caso, Domiciano.
Leitura e Leitores dos textos Clássicos 2 de Novembro Faculdade de Letras de Lisboa


publicado por Ricardo Nobre às 10:05 | referência | comentar | ler comentários (1)

Os leitores deste “livro” são convidados a assinar duas petições electrónicas. A primeira é dirigida ao Ministério da Cultura e é contra o fecho do Museu de Arte Popular:
UM ACTO DE BARBÁRIE — ENCERRAMENTO DO MUSEU DE ARTE POPULAR (claro que podia ter um nome menos bruto, mas o que conta é a intenção).
A segunda petição é o Manifesto Europeu em Defesa da Instrução e da Cultura.

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publicado por Ricardo Nobre às 09:58 | referência | comentar

Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006
Já saiu a nova edição da gramática Da Comunicação à Expressão — Gramática Prática de Português, da autoria de de M. Olga Azeredo, M. Isabel Freitas M. Pinto e de Maria Carmo Azeredo Lopes. Vocacionada para os ensinos básico e secundário, esta é a primeira gramática, que eu conheça, que estabelece a relação entre a nova terminologia linguística e a anterior, já denominada “tradicional”. E fá-lo, ao que me pareceu, de forma correcta e equilibrada.
Na página da Lisboa Editora, lemos que este manual “apresenta o estudo da língua, de forma activa e indutiva, a partir de explicações simples e de exemplos variados”.
De facto, pareceu-me bem melhor do que a versão precedente, apesar de abundarem exemplos de publicidades gratuitas (mas eu entendo-as por ser uma gramática que parte da prática para a teoria...).
Há ainda um livro de exercícios, a partir do qual os estudantes (alunos e professores) podem pôr em prática os conhecimentos adquiridos.


publicado por Ricardo Nobre às 17:50 | referência | comentar

O quarto A Voz do Cidadão falou sobre programação infantil.
No geral, a RTP tem bons programas infantis, mesmo para os mais novos (As Pistas da Blue ou o Noddy são um sucesso). O facto de poder jogar com dois canais de sinal aberto é um trunfo: quando na RTP1 passa o Telejornal, na 2 temos programação infantil.
Chamo a atenção para a conclusão quanto à tendência para a brutalização das séries infantis. A Directora de Programas da RTP, a dr.ª Teresa Paixão, foi ao programa e registou o fenómeno, salvaguardando o facto de antigamente os desenhos animados quererem dizer alguma coisa. [Recorde-se o que escrevi aqui.] Mas é curioso se confrontarmos estas afirmações da responsável pelos programas infantis da RTP com aquilo que ela própria me disse. Há uns anos, em resposta a um e-mail meu que pedia a repetição, num horário adequado, de séries como estas, a dr.ª Teresa Paixão disse-me para não ser saudosista porque as crianças deste tempo têm direito a séries do seu tempo.
Com esta me fico.


publicado por Ricardo Nobre às 17:30 | referência | comentar

Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006
O terceiro programa do provedor da RTP foi sobre tourada na televisão. A tourada foi entendida como uma arte (“espectáculo de natureza artística”). Ora, se o senhor Dr. Paquete de Oliveira soubesse etimologia, saberia que a tourada não pode ser arte porque não ensina nada a ninguém. Houve um senhor defensor da tourada que até citou Aristóteles para provar que o que aqueles touros todos querem, para ser felizes, é estar a ser espetados.
No final, ficámos a saber que o provedor não condena aquilo que os especialistas conseguem provar: é o método científico.
Eu diria que não é o método humanístico.
Não comento mais.


publicado por Ricardo Nobre às 13:00 | referência | comentar

Terça-feira, 24 de Outubro de 2006

Esta frase é a divisa da Universidade Nova de Lisboa e significa “qualquer comunidade dividida contra si mesma não se manterá”, numa alusão metafórica à “cidade do saber”. A frase foi retirada dos Evangelhos.

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publicado por Ricardo Nobre às 09:06 | referência | comentar

Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006
Dia 29 de Setembro foi para o ar o terceiro episódio da série Cuidado com a Língua. Ainda que tenha tocado nalgumas problemáticas interessantes, pareceu-me relativamente pobre. Dizer de onde vem a palavra “galão” quando referida à bebida de café não merece nenhuma tese de doutoramento...
Falou-se ainda, e por alto, na linguagem informática e em neologismos em geral, disse-se que “tsunami” não é “maremoto” [alguém que o diga, porque os jornalistas são avessos a dicionários] e que “tragédia humanitária” é uma asneira de palmatória (diz-se, no mínimo, “tragédia humana”, mas eu desconfio destes termos gregos do teatro usados no quotidiano)... Repare-se no que diz Hélder Guégués.
Voltou-se a falar nas variantes do português...
No entanto, o melhor do programa terá sido a explicação de “meter uma lança em África”, idiotismo que significa “fazer um feito notável” da autoria de Nun’Álvares Pereira.
Usou-se a expressão comummente conhecida por “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Acontece que o programa que ensina a origem de frases feitas não ensina que esta frase é, na verdade, “uma imagem vale mais de 10 mil palavras” (“One picture is worth ten thousand words”). E agora ensino eu. O autor da frase foi o britânico Frederick R. Barnard, publicitando o jornal Printers’ Ink, em 10 de Março de 1927.


publicado por Ricardo Nobre às 14:45 | referência | comentar

Já tinha visto e já me tinham dito que está à venda, em DVD, a primeira temporada da série Rome, referida aqui. A Fnac diz que é um exclusivo seu; eu acredito e divulgo a apresentação do produto.



publicado por Ricardo Nobre às 09:50 | referência | comentar

Começa hoje no Auditório do Museu da Farmácia, em Lisboa [Rua Marechal Saldanha, 1], o II Congresso Internacional para Jovens Egiptólogos. Irá decorrer até dia 25. A organização é do Instituto Oriental da Faculdade de Letras.
O tema é Erotismo e Sexualidade no Antigo Egipto e o programa pode ser consultado aqui.


publicado por Ricardo Nobre às 09:09 | referência | comentar

Domingo, 22 de Outubro de 2006

Quando fui à livraria da Porto Editora, há umas semanas, encontrei uma gramática nova, que é a primeira minimamente aceitável a integrar a nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário. Não comprei. Agora, encontra-se temporariamente esgotada, mas não quero perder a oportunidade para ajudar na sua divulgação, porque não é só uma gramática. Tem cultura, exercícios e, principalmente, textos. É um erro da gramática moderna (generativa, minimalista, o que for) esquecer o texto para estudar apenas os enunciados orais. É um erro ainda maior esquecer que a língua é um instrumento de cultura, e não só de comunicação.
Voltando à gramática, reproduzo o texto que a apresenta no sítio da Porto Editora.
Esta é, que saibamos, a única gramática que procura conciliar a gramática da vida e a vida da gramática. A GRAMÁTICA (PEDAGÓGICA E CULTURAL) DA LÍNGUA PORTUGUESA é uma obra organizada em três dimensões fundamentais, assim estruturadas:
- Num primeiro segmento, ensaia-se uma transferência da realidade do quotidiano (a “gramática” da vida), com as suas inquietações, as suas regras, a sua “sintaxe”, a sua espessura cultural..., desmontando analogias com o que sucede no plano da gramática da língua.
- Num segundo segmento, procede-se a uma abordagem sistematizada dos principais aspectos linguísticos relacionados com a problemática em causa (a vida da “gramática”). Neste segmento, está sempre presente a preocupação de respeitar, pedagogicamente, os Programas em vigor.
- Por fim, num terceiro sector, propõe-se uma breve "bateria" de exercícios, com a qual se pretende que cada estudante verifique se esta temática foi, no essencial, compreendida. As respostas podem ser contrastadas com as sugestões de resposta, avançadas no fim do livro.
Esta é, em síntese, uma obra que procura conjugar a “gramática da vida” com a “vida da gramática”, tentando ser uma gramática pedagógica e cultural, uma espécie de salva de prata que ofereça aos estudantes uma bússola ou um GPS, onde poderão ler as principais coordenadas para orientarem as suas vidas, na sua viagem por esse “Arquipélago do Tesouro”, que é o espaço e o temp(l)o da Língua Portuguesa.
Integra (criticamente) a Nova Terminologia e inclui mais de 500 exercícios com sugestões de resposta.

A gramática é da autoria de Álvaro Gomes.


publicado por Ricardo Nobre às 12:10 | referência | comentar | ler comentários (3)

De há umas semanas para cá, têm-se verificado ligeiras alterações à grelha da TSF — Rádio Notícias. Mas talvez não sejam assim tão ligeiras, já que novos programas têm aumentado o volume de informação e de opinião. Neste último sector, notei que se reformulou um conceito usado até Junho ou Julho passado.
São vários esses programas novos, mas vou-me restringir aos seguintes.
- Mais cedo ou mais tarde
Não se trata exactamente de um programa, mas de um espaço alargado (dura uma hora e meia, se não me engano) sobre assuntos que mais cedo ou mais tarde poderiam vir a ser notícia. Claro que há coisas que não interessam muito, mas há assuntos que são deveras interessantes, quanto mais não seja pela perspectiva com que são apresentados. É a prova de que há mais vida para além das notícias de sempre. Das vezes que ouvi, a emissão era dirigida pelo jornalista João Paulo Meneses (do Blogouve-se).
- Palavra d´honra
Programa de grande entrevista, feita pelos directores da TSF e do DN, José Fragoso e António José Teixeira. Uma espécie de Diga Lá, Excelência, mas sem aparecer na televisão.
- A Semana Passada
É o meu favorito, ou não ostentasse a qualidade da dupla Fernando Alves e Alexandrina Guerreiro. O programa apresenta-se assim:

Da política nacional e internacional aos temas de sociedade, à cultura e ao espectáculo, A Semana Passada é o essencial da actualidade noticiada, relida e enquadrada, mas também a reorientação do foco para temas que, por qualquer razão, escaparam à agenda e ao crivo editorial, para o que fluiu à margem ou na penumbra.

- Na Linha da Frente
Parece-me o antigo Mel com fel refeito e voltado unicamente para políticos. Cinco políticos (de segunda a sexta, depois das 10h) têm antena aberta para opinar sobre... política. Até agora, e tendo em atenção o que já pude ouvir, é fraquinho e, sinceramente cansa-me ouvir o Carlos Carvalhas pôr a cassete a rodar uma vez por semana. Quanto ao Santana Lopes, nem comento: apenas indago se há alguém que ainda leve aquele homem a sério.
- Evasões
Espaço dedicado a viagens e lazer que nunca ouvi, mas reproduzo a sua apresentação:

A TSF, em parceria com a revista Evasões, abre um novo espaço dedicado à ocupação dos tempos livres, ao lazer, ao turismo ambiental, ao património histórico, à gastronomia, etc...

- Gente como nós
Excelente espaço de divulgação do trabalho que os imigrantes desenvolvem no nosso país (que não se limita aos assaltos na Linha de Sintra).
- Lendas e Calendas
Não gosto muito; é uma refeitura do Portugal Passado e tem como objectivo a encenação, para a rádio, de lendas da nossa história.

Como sabemos, o arquivo da Rádio deixou de ser actualizado com a chegada do podcasting, pelo que é só através desta tecnologia que poderemos re-ouvir o que passou no éter (à excepção, até agora, do Mais cedo ou mais tarde).

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publicado por Ricardo Nobre às 10:03 | referência | comentar

Sábado, 21 de Outubro de 2006
A partir de dados do Ministério da Educação, os meios de comunicação social portugueses puseram-se a fazer contas de modo a criar um “ranking” das escolas secundárias, de acordo com as notas dos Exames Nacionais do Ensino Secundário. Os critérios aparecem díspares, pelo que, dependendo do veículo de informação, assim a escola que está em primeiro lugar da lista.
Apesar desta demonstração de falta de homogeneidade de dados que são fornecidos objectivamente, não me interessa aqui discutir porque é que as escolas privadas têm melhores notas do que as escolas públicas. É objectivo deste humilde texto apresentar aos nossos jornalistas uma alternativa em português à palavra inglesa ranking.
Ranking significa, de acordo com o Dicionário Houaiss, “formação ou listagem (de pessoas, órgãos etc.); classificação ordenada de acordo com critérios determinados”; a mesma fonte esclarece que a palavra aparecerá por 1862 e significa na origem “estar em uma posição alta, estar próximo ao chefe”. Outro dicionário, desta vez o The Concise Oxford Dictionary of Etymology. Este diz (p. 388):

rank row, line; grade of station or dignity. XVI

Mais remete para ring. Neste contexto, ranking é fazer fila.
Por outro lado, em latim, temos a palavra series, ei, origem do português série, no sentido de “enlaçamento, encadeamento, fieira, série (de objectos)”.
Resta a pergunta aos utentes da língua — aos meios de comunicação social em particular:
Não será mais correcto dizer-se, em português, seriação, em vez do, pelos vistos dispensável, estrangeirismo ranking?
PS: A ministra da Educação diz, a par de ranking, “seriação”. Um princípio para a mudança para português...


publicado por Ricardo Nobre às 21:07 | referência | comentar

RÁDIO
TSF — Rádio Notícias (emissão directo)
BBC Radio 4 (emissão directo)
BBC World Service (emissão directo)
BBC Radio 3 (emissão directo)
BBC Radio 5 Live (emissão directo)
LIGAÇÕES DE REFERÊNCIA
Informação Geral
BBC News
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Público
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Diário de Notícias


Cultura
The TLS
BBC | Entertainment & Arts
The Guardian | Culture
Telegraph | Culture
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DN | Artes
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El Mundo | Cultura
El País | Cultura
Público | Culturas
Le Monde| Culture

LITERATURA
Bibliotecas
Biblioteca Nacional de Portugal (Porbase)
The British Library
Library of Congress
Bibliothèque nationale de France (Opale)
Biblioteca Nacional de España
National Library of Scotland
Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (SIBUL)
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
University of Cambridge Library (Newton)
Oxford University Libraries (SOLO)
Harvard Libraries (HOLLIS)


Editoras
Cambridge University Press: Catálogo de Literatura; Catálogo de Estudos Clássicos
Oxford University Press: Catálogo de Literatura; Catálogo de Estudos Clássicos; More than Words (Oxford World’s Classics)
Routledge: Catálogo de Literatura; Catálogo de Estudos Clássicos
Penguin Books


Revista CLASSICA — Boletim de Pedagogia e Cultura

LÍNGUA PORTUGUESA
Vírgulas
Sujeito e Predicado

Vocativo

Oração Causal

Oração Concessiva

Oração Condicional

Oração Conformativa

Oração Final

Oração Proporcional

Oração Temporal


Uso do apóstrofo


Vocabulário estudado
à
Alcaida
contracto
contrato
de
de mais
demais
grama
majestoso
para
presidenta
sedear
sediar
se não
senão
seriação


Livro de Estilo

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1945)
Código de Redacção Interinstitucional
Dicionário da Língua Portuguesa (Priberam)
Dicionário da Língua Portuguesa (Porto Editora)
LX Conjugator (conjugação verbal)
MorDeb
Corpus do Português Europeu
Corpus do Português
Corpus Lexicográfico do Português
CETEMPúblico
Corpus Rede de Difusão Internacional do Português
Transliteração do Alfabeto Grego
Associação de Informação Terminológica
Acordo Ortográfico de 1990
Norma Portuguesa de Metrologia

APONTADORES
Bandeira ao Vento
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