Sexta-feira, 16 de Março de 2007
Este texto é escrito sem muito tempo, por isso vou tentar ser sucinto, tentando explicar-me bem.
De há umas semanas para cá, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, casa tradicionalmente de esquerda liberal, tem sido atingida pela campanha partidária de um certo PNR, "partido nacional renovador", ou seja, neofascistas. Estes senhores são pessoas que não aceitam que existam pretos, chineses, ucranianos e outras nacionalidades além da portuguesa a trabalhar no nosso país. O seu símbolo é uma chama que se assemelha ao desenho de uns fogões que se levam para o campismo, mas a metáfora presente é a da, presumo, chama da nação (!?). Resumindo, o PNR é um partido de extrema direita, de pessoas intolerantes, com grandes défices de cultura democrática (mas não só, como é óbvio), racistas, xenófobas etc., que caracterizam todos os extremos e todos os fascistas.
As escadas da entrada lateral da referida instituição universitária têm sido pintadas por pessoas destas. Claro que, enquanto baluarte de esquerda, esta respondeu, na mesma moeda, pintando palavras de ordem que entram em diálogo com as anteriores. Claro que já houve réplicas, porque o último a ser vândalo ganha.
Noutro texto deste blogue, falei na nojice de um mural da JCP, pintado no PN da FLUL. Ontem à noite, reparei que esse amarelão havia sido repintado de preto, com "a chama vive" do tal PNR. A algo que condenei, juntou-se algo que me causa mais repulsa, pois, como é evidente, não me agrada ver património degradado a degradar-se ainda mais.
Percebem agora os apoiantes deste tipo de campanha partidária e ideológica os motivos por que não acho que as paredes sejam os sítios indicados para pintar palavras de ordem, para fazer propaganda?
Não me quero alongar, apenas deixar claro que, apesar de tudo, preferia o amarelo da JCP à negridão do PNR.


publicado por Ricardo Nobre às 09:46 | referência | comentar

3 comentários:
De Anónimo a 18 de Março de 2007 às 18:47
O PN é património?

Se estivesses lá estado quando os skins estiveram tinhas muito mais que te preocupar.


De Ariadne a 20 de Março de 2007 às 00:43
Pois é... Parece que estes nacionalistas estão afirmar-se cada vez mais. Há pessoas na faculdade de letras que têm sido constantemente ameaçadas e agredidas verbalmente por alguns destes fascistas que frequentam a nossa faculdade. Não por questões de racismo ou xenofobia, mas por partilharem ideologias opostas.
A pintura negra na parede do pavilhão novo era inicialmente um mural a representar o 25 de Abril, pintado por representantes da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses, por militantes da JCP e julgo que também do BE. Este não foi concluído porque os ditos neonazis resolveram agrupar-se e plantar-se junto ao PN. Alguns deles (ou todos) são também membros dos Hammerskins, grupo ao qual parece que é necessário matar um indivíduo de raça negra para poder ser admitido...
Deste modo, o mural ficou inacabado, mas acabou por ser vítima de vandalismo. Tentaram apagar o cravo vermelho que foi pintado, mas ainda se consegue perceber que ali esteve. Talvez isso queira mostrar que a democracia e a liberdade será algo que eles nunca conseguirão apagar. Assim espero.

Saudações


De Susana Alves a 20 de Março de 2007 às 10:04
Pinturas murais, quer sejam de uma cor política ou de outra, de esquerda ou de direita, trazem sempre radicalismos. Eu cá ainda prefiro os graffitis do chamado "partido" da nação hip-hop: se também trazem consigo mensagens fortes, quando são bem feitos (e não vêem só para sujar paredes), sempre têm cores mais alegres e trazem avisos quase sempre mais importantes do que o simples carneirismo político.
Mas uma coisa me pergunto: porque é que esse tal carneirismo político (no qual não me revejo de maneira nenhuma, mas nem sequer me aborrece tão pouco que haja quem perca tempo nisso) traz sempre consigo poluição visual? Uma coisa é ser ser defensor de uma ideologia, outra coisa é ser porco! Uma coisa é pintar um mural e respeitar as ideias dos outros, outra coisa é vandalizar com escritos de mau gosto as escadas laterais do Bar Novo e as próprias paredes do exterior deste bar, que acaba de ser renovado há bem pouco tempo. Até já houve quem afixasse dois ou três avisos cá fora na porta: Priobido afixar cartazes, pintar graffitis e estragar aquilo que deu tanto trabalho a fazer aos outros. Inútil! Parece mesmo, Ricardo, que "o último a ser vândalo ganha"!
Começo seriamente a pensar que carneirismo político é sinal de gente porca, sem escrúpulos, e acho até que perante isto estou eu mesma a ficar radical contra isto tudo!


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